e-revista Brasil Energia 500

68 Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 José Almeida dos Santos, geólogo-UFRJ, é consultor na área de energia. Escreve na Brasil Energia mensalmente. José Almeida Fósseis e as novas fontes na Europa Na Europa, 44% da energia produzida vem de fontes renováveis e nuclear, patamar atingido graças ao elevado grau de conhecimento científico, disposição política dos países membros, recursos financeiros disponíveis e uma população bastante consciente das alterações climáticas Coautores: Antônio Muller e Bruno Leonel A Europa vem direcionando suas políticas para diminuir a dependência de combustíveis fósseis e aumentar o uso de energia de fontes renováveis e nuclear. A Guerra entre Ucrânia e Rússia, desde 2022, impulsionou ainda mais o continente nessa direção, dando um verdadeiro exemplo para o resto do mundo. Em 2023, o uso de combustíveis fósseis caiu para 19%, enquanto o aumento das energias renováveis subiu para 44% da geração de energia total, com solar e eólica indo para 27%, maior percentual já atingido por essas fontes. Pode ser considerado uma verdadeira revolução atingir esses percentuais em tão pouco tempo. Por causa da guerra houve um decréscimo substancial do uso de gás, que pela primeira vez foi ultrapassado pela fonte eólica na geração de energia. Houve um recorde na redução do uso do carvão e de gás para geração de energia e também na redução da emissão do CO2 (como consequência), tornando a Europa um dos continentes mais “limpos” entre todos. No entanto, essa transição tem suas limitações e há restrições que impedem a sua implementação plena em curto prazo. Mesmo assim, o esforço europeu tem sido bastante positivo e digno de ser seguido pelos outros paises. As fontes solar, eólica e hidrelétrica atingiram o pico de geração em 2023 com mais de 44% da energia total gerada. Há estudos que apontam que em 2030 as fontes renováveis atingirão 72% de toda energia gerada na Europa, com a solar e eólica atingindo 55% do total. Mantendo esse crescimento e em conjunto com a geração núcleo-elétrica, certamente a Europa poderá chegar a 100% da energia gerada a partir de fontes renováveis e nuclear, antes de 2050. Conforme mostra o gráfico deste artigo, a energia solar já ultrapassou o carvão e a eólica se tornou mais importante que o gás. Marco extraordinário para redução dos combustíveis fosseis. Ainda há outras alternativas, que estão em fase de desenvolvimento, tais como o hidrogênio verde, geração via uso de ondas marítimas e fontes termais, de origem vulcânicas e a nuclear. A comunidade Europeia considerou a energia nuclear como sendo energia verde (especialmente por não contribuir com o aquecimento), daí sua importância na matriz energética do mundo. Todas essas mudanças trazem como consequência imediatas a redução das emissões de CO2, desde 2007, com acentuada queda a partir de 2010 e, mais recentemente, com avanços da geração via renováveis. Continue lendo esse artigo em: /petroleoegas/combustiveis-fosseis-eas-novas-fontes-de-energia-na-europa

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