e-revista Brasil Energia 500

Brasil Energia, nº 500, 11 de dezembro de 2025 71 mineral aqui do Rio Grande do Sul, que é de 3.200 calorias por quilo”, comparou Leão. A baixa umidade do material, de apenas 12%, contribui para o desempenho do resíduo agrícola na queima. Entre os projetos já desenvolvidos, um foi vencedor de um leilão A-3, realizado em 2015: o da UTE São Sepé, de 8 MW de potência, construída pela Creral - Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento, de Erechim (RS). Alguns projetos com até 12 MW foram erguidos visando a autoprodução de energia. “Os últimos projetos que foram construídos tinham 5 MW de capacidade para se ajustarem na classificação de geração distribuída”, afirmou Leão. Segundo ele, a expectativa é que nos próximos leilões, juntamente com outras fontes energéticas em biomassa, a casca de arroz possa ser contemplada. UTE São Sepé A Creral - Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento, que atua desde 1997 com a produção de energia elétrica, viu na geração térmica a partir da casca de arroz uma oportunidade para ampliar seu parque gerador com uma fonte de energia limpa. A companhia decidiu investir no projeto da UTE São Sepé, localizada “numa região com grande disponibilidade de casca de arroz, aliada a necessidade de se encontrar uma solução para o passivo ambiental da casca com a nossa disposição de ampliar a matriz energética”, informou a empresa por comunicado. A empresa contava com um parque de geração baseado na fonte hídrica e passou a buscar a diversificação das fontes. Com potência instalada de 8 MW, a usina gera 56 milhões de kWh por ano com a queima de 70 mil toneladas de casca de No complexo energético São Sepé, a cooperativa Creral conta com usinas solares e térmica de biomassa Foto: Divulgação/Creral

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=