e-revista Brasil Energia 501

14 Brasil Energia, nº 501, 26 de fevereiro de 2026 entrevista Cláudio Schlosser Com isso o refino caiu, a gente operava com fator de utilização de 80%, 85%. Com a nova estratégia comercial, passamos a considerar nossa capacidade de produção e logística no Brasil. Reduzimos volatilidade, estabilizamos preços e aumentamos a utilização do refino para mais de 90%. Batemos recordes de vendas e recuperamos market share. Isso também contribuiu para a ampliação da frota naval... Diretamente. Com maior movimentação, os custos unitários caem e o investimento em embarcações se torna viável. Hoje há baixa liquidez no mercado de navios, pela alta demanda. Isso abre oportunidade para construção de novos navios para cabotagem. A última contratação havia sido em 2016. Estamos com 16 embarcações previstas — navios Handy, gaseiros, MRs — e estudando ampliar. Também avançamos nos new buildings. São 22 embarcações de apoio ao E&P. Todos esses navios são mais modernos, têm um custo mais baixo e emitem menos, contribuindo para a redução de escopo 1 e 2. Mesmo com a volatilidade do preço do petróleo, o modelo segue sustentável? Essa é uma das grandes vantagens de ter uma empresa integrada. Você tem momentos em que o petróleo está mais baixo, mas se olhar as margens do refino, estão muito boas. Quando você tem empresa integrada, acaba tendo hedge. Se pegar os resultados do terceiro trimestre do RTC – refino, transporte, comercialização –, utilizamos o refino ao máximo, tivemos recorde de vendas no país, o market share subiu e o resultado financeiro do RTC dá esse suporte para a companhia. Essa visão de empresa integrada é um grande diferencial para todos os cenários. Você consegue sustentar a financiabilidade desse planejamento estratégico. n ASSISTA a vídeo-entrevista completa no nosso canal do YouTube. Clique na imagem.

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