e-revista Brasil Energia 501

Brasil Energia, nº 501, 26 de fevereiro de 2026 13 mais representativo da transição energética justa. Você tem a questão ambiental do renovável, tem a segurança energética – temos a matéria-prima aqui. É o menor custo-benefício porque está tudo ali. Consigo atender aos mandatos da indústria de forma muito competitiva. Voltando ao projeto do duto do Centro- -Oeste e os riscos no contexto da transição energética. Este projeto tem uma maturação e payback de longo prazo e outros bioprodutos podem competir na região, como biometano e biodiesel... Há espaço. A visão do projeto e do planejamento estratégico não é de curto prazo. Como temos projeto muito robusto de aprovação, eles passam por cenários diversos. Hoje estamos entregando produtos praticamente em todos os segmentos. Tenho gasolina Podium carbono neutro, diesel coprocessado R5, SAF ofertado no mercado, asfalto com renováveis. Fizemos teste com asfalto renovável, tem atratividade muito grande em melhoria de qualidade. Isso possibilita utilizar óleos do pré-sal que hoje não teriam como ser aplicados no asfalto. Hoje temos praticamente todos os produtos com uma parcela renovável, nos antecipando em relação ao mercado. E nesse planejamento de longo prazo, já é possível prever redução de importação de diesel? Com a ampliação do refino, incorporação dos renováveis, quando olhamos 2030 e a segunda fase da Rnest, chegamos praticamente a quase uma autossuficiência de diesel, com menos emissões. O foco é o diesel nesse planejamento estratégico. Praticamente vamos ficar ali próximo de um equilíbrio. E o biobunker? Hoje estamos certificados para ofertar biobunker ao mercado. Temos em Rio Grande, vamos abrir em Santos, São Sebastião, no Açu, na Rnest, em Suape. Fechamos um contrato com empresa norueguesa com previsão de consumo de até 12 mil m3 ao longo de um ano. Estamos preparados para ofertar o produto fóssil com renovável. Hoje estamos identificando grandes oportunidades nesse segmento. Estamos fazendo contratos de longo prazo, o que favorece os investimentos da companhia. Como foi a experiência em Singapura? Singapura é um hub muito grande. Contratamos uma tancagem e começamos a ofertar bunker com conteúdo renovável. Começamos com 24%. Imaginávamos que levaríamos certo tempo para retorno e praticamente giramos esse sistema extremamente rápido. Hoje oferecemos no Brasil e em Singapura. É um negócio pujante, já está indo para 30%. Já girou e é extremamente exitosa a experiência. Vemos grande oportunidade nessa área de bunker. A mudança da estratégia comercial em 2023 teve impacto na decisão desses investimentos? Foi fundamental. Antes, a Petrobras praticava aquela política de PPI em que a empresa cobrava caro, os importadores importavam o produto, as distribuidoras botavam a sua margem, mas quem pagava o preço era o consumidor.

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=