e-revista Brasil Energia 501

12 Brasil Energia, nº 501, 26 de fevereiro de 2026 entrevista Cláudio Schlosser terligando ao polo de Salgueiro (PE). Temos no planejamento a implantação de um polo em Salgueiro no curto prazo, que pode ser interligado à Rnest, refinaria que concentra quase metade do aumento de capacidade de refino previsto para o Brasil. E a estratégia do Arco Norte também é extremamente interessante. Então são alternativas em estudo e que talvez no próximo planejamento estratégico a gente possa apresentar algo mais concreto. Além da logística, estamos trabalhando também na venda direta para grandes consumidores do diesel. Já vendemos para JBS, Franciosi e estamos em discussões com a Bunge. Como está a previsão de volta da Petrobras ao mercado de etanol? Se a gente pensar que a Petrobras vai garantir e manter a participação de mercado de 31% da matriz da energia primária consumida no Brasil, o etanol é um produto que hoje está consolidado. O Brasil tem uma história longa do etanol e a Petrobras foi um grande incentivador na construção do modelo de negócio do etanol. Nós temos uma previsão de investimento e faz parte ter uma parcela renovável, que a Petrobras prevê de 7% para 2050 e da ordem de 2% até 2030, dessa energia primária ser efetivamente oriunda de renováveis. Então, faz parte da estratégia a entrada no etanol. E o que há de novo na área do SAF hoje? A sinergia com o etanol conversa com os planos que temos para produzir SAF a partir do etanol e podemos pensar até em ter plantas para exportação do produto. Nós nos antecipamos ofertando o SAF via coprocessamento. É uma tecnologia que temos há muitos anos, desde a época das crises de petróleo nas décadas de 70/80. A Reduc foi a primeira refinaria da América Latina certificada pela ISCC para entregar SAF via coprocessamento. Existe uma integração muito grande dentro do segmento, com distribuidoras e companhias aéreas, para ofertar o SAF renovável. Então entra o etanol, entra o óleo técnico de milho, tudo isso vem com essa sinergia com o agro. Um dos modelos que temos desenvolvido para viabilizar de forma mais fácil a comercialização do produto é o Booking Claim. Temos discutido com a Latam, com a Amazon – assinamos um MOU para avaliação. Tudo se conecta com essa estratégia: o duto, a monetização do petróleo, o Centro-Oeste, a ampliação das refinarias, as plantas dedicadas. As metas globais e nacionais de introdução do SAF na aviação estão sendo vistas por muitos como muito apertadas. No Brasil, já a partir do próximo ano. Vocês conseguem manter os investimentos em SAF? O coprocessado aproveita a infraestrutura existente e o conhecimento que temos. Por isso estamos antecipando, disponibilizando na Reduc. Já tem produto certificado, vamos para Revap, para a Replan também. Pela regulação internacional do Corsia, você tem de 2027 em diante 1%, chegando a 10% em 2035. Já estamos hoje com possibilidade de ofertar via coprocessamento, atendendo de forma antecipada ao mercado, e depois entram as plantas dedicadas com a rota do HEFA, a primeira na RPBC. O coprocessado é o

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