Brasil Energia, nº 501, 26 de fevereiro de 2026 25 A Equinor avalia a possibilidade de desenvolver Itaimbezinho a partir de um tie-back ao projeto Raia, disse Fabricio Aquino, diretor de Desenvolvimento de Negócios da companhia, em entrevista à Brasil Energia. No entanto, essa é uma das possibilidades, tendo em vista que a Equinor quer utilizar o conhecimento adquirido com o desenvolvimento do projeto Raia para, então, traçar um plano de exploração para Itaimbezinho. “Entre Raia e Itaimbezinho existe uma distância de aproximadamente 15 km. Em conceitos técnicos de tie-back, estaria totalmente dentro do limite, ou seja, existe essa possibilidade. Mas a ideia principal é desenvolver Raia primeiro. A gente entende que, com o início da produção de Raia, vamos conhecer melhor o reservatório e o seu comportamento, e fazer as analogias necessárias para conseguir desenvolver Itaimbezinho. Em outras palavras, Raia vai ajudar no de-risking de Itaimbezinho”, explicou o diretor. A Equinor arrematou o bloco de Itaimbezinho no 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP), realizado em 22 de outubro de 2025, com 100% de participação e um percentual de excedente em óleo para a União de 6,95%. Além dele, adquiriu o bloco Jaspe, com 40% de participação, em consórcio formado com a Petrobras (operadora, com 60%), com percentual de excedente em óleo de 32,85%. Os dois blocos estão localizados no pré-sal da Bacia de Campos. De acordo com Aquino, além da proximidade desses blocos com o projeto Raia e com blocos que estão sendo desenvolvidos por outras operadoras na chamada “borda” da Bacia de Campos, o conhecimento geológico adquirido a partir da perfuração de dois prospectos motivou a aquisição, pela Equinor, dessas áreas no 3º Ciclo da OPP. “Esses poços foram perfurados em parceria com a Petrobras entre 2020 e 2022, nos blocos C-M-657, C-M-709 e Dois Irmãos, a sudeste dos blocos de ItaimbeziFPSO Raia será o segundo FPSO da Equinor no Brasil a usar turbinas a gás de ciclo combinado Foto: Ilustração Equinor
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