e-revista Brasil Energia 501

26 Brasil Energia, nº 501, 26 de fevereiro de 2026 óleo e gás nho e Jaspe. Um dos poços resultou numa descoberta subcomercial, e o outro foi seco. Mas, como tudo se aproveita, vários conhecimentos foram adquiridos com essas perfurações. Faz sentido a gente aproveitar o conhecimento técnico adquirido com esses poços e as potenciais sinergias que essas áreas de partilha podem ter com as estruturas existentes ou em desenvolvimento”, disse. O bloco C-M-657 era operado pelo consórcio formado por Petrobras (30%, operadora), Equinor (30%) e ExxonMobil (40%). Já o bloco C-M-709 era operado pelo mesmo consórcio, mas com uma pequena diferença nas participações: Petrobras (40%, operadora), Equinor (20%) e ExxonMobil (40%). Ambos foram adquiridos na 15ª Rodada de Licitações da ANP, em 2018. Por fim, o bloco Dois Irmãos, adquirido na 4ª Rodada de Partilha, também em 2018, era operado pela Petrobras (45%) em parceria com a bp (30%) e a Equinor (25%). A tendência é que os fluidos de Itaimbezinho sejam de condensado, semelhante ao projeto Raia. “Mas isso a gente só vai saber quando perfurar, até porque Raia possui os três: óleo, gás e condensado”, afirmou o diretor. No momento, a Equinor segue com o desenvolvimento de Raia, previsto para entrar em operação em 2028, e aguarda as próximas etapas para a assinatura dos contratos do 3º Ciclo da OPP. “Temos que fazer o pagamento do bônus de assinatura até março de 2026, ou seja, a gente ainda tem alguns meses até que estejamos, oficialmente, dentro do contrato de partilha. Já fizemos aquisição de sísmica 3D e continuamos com os estudos geológicos, mas ainda não podemos fazer nada em termos de programa exploratório. E, em relação à Jaspe, vamos colaborativamente discutir o potencial do bloco com a Petrobras. Existem alguns caminhos para o desenvolvimento de Jaspe, mas tudo ainda está muito incipiente, assim como em Itaimbezinho”, completou. Em relação ao futuro, Aquino afirma que a Equinor continua com o objetivo de aumentar e melhorar o seu portfólio de exploração no país. “Continuamos estudando as próximas rodadas, assim como desinvestimento de outras companhias. Eu e minha equipe estamos sempre monitorando e estudando todas as oportunidades dentro da nossa estratégia: áreas onde a gente tem conhecimento geológico, infraestrutura existente (que podem gerar possíveis sinergias) e volume in place, porque priorizamos escala de produção. Esses são os principais direcionadores atuais, além dos mais comuns como retorno de investimento, pegada de carbono e breakeven”, finalizou. Além de Raia, a Equinor tem em seu portfólio os projetos de produção de Bacalhau, no qual é operadora (40%) com os parceiros ExxonMobil (40%), Petrogal Brasil (JV Galp/Sinopec) (20%) e PPSA; Roncador, operado pela Petrobras (75%) no qual detém 25%; e Peregrino, em processo de transição para a Prio. (A.L.E.) n Quem é fonte nesta matéria FABRICIO AQUINO, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Equinor

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