e-revista Brasil Energia 501

Brasil Energia, nº 501, 26 de fevereiro de 2026 29 tudo da EPE de 2016 estimou que a geração a biomassa no Brasil tem potencial para alcançar 60 mil MW até 2050, sendo 51 mil centralizados e 9 mil distribuídos. Para Souza, a projeção da EPE para a geração centralizada de biomassa é muito otimista, ao menos considerando o ritmo atual de crescimento e os estímulos à expansão do setor. “Pelo andar da carruagem, vai ser bem diferente. Se você extrapolar este número de 2025, um ano que foi bom, pelos próximos 25 anos verá que não chegaremos a 40 mil MW”, pondera. O que estaria impedindo um aumento da geração a biomassa em velocidade maior? “Estamos tendo poucas oportunidades de investimentos pelo setor de biomassa dentro do setor elétrico”, responde Souza, destacando a escassez de leilões voltados para o mercado cativo de energia (ACR) e a escala ainda baixa do mercado livre para compensar esta timidez do ACR. “Uma esperança nossa para melhorar os números nos próximos anos era participar de forma recorrente e firme nos leilões de reserva de capacidade [LRCaps] que vão acontecer daqui para a frente”, disse, acrescentando que neste sentido “a sinalização dada pelo Ministério [de Minas e Energia] até o momento é muito ruim”. Souza refere-se ao fato de que para os dois próximos LRCaps, previstos para acontecerem no próximo mês de março, a geração a biomassa, exceto biodiesel, ficou de fora, diferentemente do ocorreu nos preparativos para o leilão que aconteceria em junho passado e que foi cancelado. “Fomos convidados para o leilão que aconteceria em junho de 2025 e cadastramos 7 mil MW. De repente ele foi cancelado e quando foi remarcado para março de 2026, fomos UTE Jacarezinho, movida a biomassa da cana, em Jacarezinho (PR), será ampliada pelo Grupo Maringá

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