Brasil Energia, nº 501, 26 de fevereiro de 2026 31 Embora pondere que a projeção de 51 GW de capacidade da fonte até 2025 feita pela EPE possa carregar um pouco de “entusiasmo” na avaliação, Horta vê também no Brasil “um amplo espaço” para a expansão da biomassa como fonte de geração elétrica, seja de origem florestal, como a lenha, seja de origem agroindustrial, como o bagaço de cana e o licor negro resultante do processo de produção da celulose a partir do eucalipto. Para o cientista, “o Brasil dispõe hoje de todas as condições de evoluir no caminho da geração a biomassa”, produzindo energia despachável que pode, inclusive, dar importante contribuição para resolver os problemas de curtailment das fontes renováveis não despacháveis. UTE Sucuriú terá mais de 400 MW A segunda maior UTE a biomassa atualmente em construção é a usina São Luiz, de 60 MW, localizada em Medeiros Neto (BA) e movida a bagaço de cana, combustível responsável por mais de 70% da capacidade instalada de geração a biomassa atualmente existente. O projeto pertence ao grupo sucroalcooleiro São Luiz. Completam o grupo dos cinco maiores projetos em construção a UTE Inpasa LEM, de 52,36 MW, em construção pela Inpasa Agroindustrial em Luiz Eduardo Magalhães, também na Bahia, alimentada a lenha. A usina Rio Claro de Goiás, de 38,25 MW, em construção pela Eber Bioenergia e Agricultura. em Montes Claros de Goiás, movida a bagaço de cana, e a UTE Jacarezinho 2, de 25 MW, em construção pela Maringá Energia, em Jacarezinho, Paraná. No grupo das outorgas com a construção ainda não iniciada, o maior projeto é da UTE Sucuriú, de 432,2 MW, pertencente à Arauco Celulose do Brasil e previsto para instalação no município de Inocêncio (MS). O combustível da usina será o licor negro, segundo colocado entre os combustíveis mais usados para a geração a biomassa no Brasil. A outorga da UTE Sucuriú foi homologada pela Aneel em fevereiro do ano passado, com prazo de 54 meses para operar, ou seja, até agosto de 2029. O segundo maior projeto a construir é a UTE Cerona, de 150 MW, da Cerona Companhia de Energia Renovável, de Nova Andradina (MS). A construção da usina, movida a bagaço de cana, está atrasada em relação ao cronograma original que previa entrada em operação em 2015, mas sua outorga continua válida. O terceiro maior projeto a construir é a Unidade de Recuperação EnergéQuem é fonte nesta matéria ZILMAR DE SOUZA, gerente de Bioeletricidade da Unica CELSO OLIVEIRA, presidente da ABIB Brasil LUIZ AUGUSTO HORTA NOGUEIRA, professor titular de Termodinâmica da Unifei e ex-diretor Técnico da ANP
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