e-revista Brasil Energia 501

Brasil Energia, nº 501, 26 de fevereiro de 2026 79 manter o risco anual de déficit - o LOLP - abaixo de 5%, além de garantir que a severidade dos piores cenários, medida pelo CVaR da Potência Não Suprida, também permaneça inferior a 5% da demanda máxima. Esses dois limites, que balizam a segurança energética futura, exigem que o SIN disponha de um colchão expressivo de potência firme capaz de responder rapidamente à crescente variabilidade das fontes eólica e solar. Segundo Mello, somente uma contratação da ordem de 25 a 30 GW de potência seria suficiente para assegurar que esses indicadores permaneçam dentro do patamar estabelecido pelo CNPE. Para ele, esse patamar de nova potência firme no horizonte 2026–2031 seria equivalente a 4 a 5 GW anuais. Mello calcula que, dos 25 a 30 GW necessários, cerca de 13,2 GW recontratariam térmicas existentes que perderão contrato, enquanto entre 11,8 e 16,8 GW precisariam vir de novos empreendimentos - proporção que encontra correspondência na base de cadastros, na qual 83% da potência inscrita no bloco de gás/carvão/UHEs é de UTEs novas, 12% de UTEs existentes e 5% de ampliações hidrelétricas.

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