e-revista Brasil Energia 502

Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 101 mo ambiente real de aplicação, além de fornecer o etanol utilizado no sistema híbrido. O projeto-piloto será conduzido em uma das usinas da bp bioenergy, com rota operacional definida em conjunto com a Sertran. A Engenharia da Marcopolo acompanhará continuamente a operação, avaliando o desempenho e realizando ajustes técnicos necessários. O Volare Attack 10 Híbrido – Elétrico/ Etanol é o primeiro micro-ônibus híbrido produzido no mundo desenvolvido pela Marcopolo como uma solução escalável para a descarbonização do transporte. O modelo incorpora integrações tecnológicas da Horse Powertrain Limited e da WEG. O veículo utiliza uma arquitetura que une tração 100% elétrica à geração de energia por etanol. Uma bateria de alta tensão, com até 120 kWh, alimenta o motor elétrico WEG responsável pela tração. A reposição de energia é realizada por um motor que atua exclusivamente como gerador, sem ligação mecânica às rodas, e opera sempre na faixa ideal de eficiência, reduzindo emissões e consumo. Isso permite que o modelo alcance autonomia de 500 a 650 km sem necessidade de infraestrutura de recarga, ampliando sua viabilidade em regiões rurais e operações contínuas. De acordo com as companhias, com elevado nível de nacionalização e menor capex em relação a elétricos puros, o veículo entrega benefícios como redução de emissões, ruído e vibração (NVH), além de menor desgaste dos freios, resultando em custos de manutenção reduzidos ao longo da operação. Estudo realizado pela consultoria PSR mostra que há um cenário propício para que o etanol se transforme em instrumento de descarbonização da navegação de cabotagem. Publicado no Energy Report, o trabalho destaca que o Brasil desfruta de um conjunto de condições favoráveis para essa possibilidade: produção de etanol em escala, tecnologia de motores em maturação acelerada e uma pressão regulatória internacional crescente. O estudo mostra que a migração para o transporte aquaviário proporciona, em si, a possibilidade de redução de emissões. A Coalizão dos Transportes aponta que a migração de cargas para modais mais eficientes tem potencial de reduzir até 65 milhões de toneladas de CO2e por ano em 2050, “o que torna o fortalecimento da cabotagem não apenas uma pauta logística, mas uma estratégia climática”, destaca o estudo. PSR recomenda etanol para descarbonizar a cabotagem

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