Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 113 O BTG Pactual foi um dos protagonistas dos leilões de transmissão de 2024, arrematando três projetos naquele ano e um no certame de 2025, todos atualmente em construção. Com previsão de começarem a ser ativados em 2027, esses empreendimentos vão fechar um portfólio de pouco mais do que 2,5 mil km de linhas de transmissão, segundo Daniel Epstein, sócio da área de capital privado do banco. Experiente no mercado de infraestrutura, o executivo adiantou à Brasil Energia que os projetos devem ser entregues no prazo e representam 90% da extensão de linhas previstas. Em termos de Receita Anual Permitida (RAP), a representatividade é maior: R$ 726,4 milhões contra a RAP atual de R$ 119,4 milhões do projeto Tropicália, o único operacional, com 260 km de extensão, obtido via leilão em 2015. A infraestrutura final também inclui a construção de quatro subestações e 13 bays para conexão de outras transmissoras dentro das subestações. Antes deles, a incursão no segmento aconteceu em 2005, com a parceria com a antiga Eletrobras, atualmente Axia Energia. Nesse caso, os ativos foram repassados à Equatorial. Segundo Epstein, a filosofia do banco é manter as operações atuais. Para ele, duas outras características explicam a atuação do banco no setor. A primeira delas é o desenvolvimento de uma inteligência proprietária em engenharia. Ou seja, ao longo de duas décadas, o BTG manteve essencialmente a equipe multidisciplinar, que foi ajustando a estratégia e ganhando conhecimento em construção e engenharia na área de transmissão. Linha de transmissão de 245 km em 500kV da Tropicália Energia na Bahia, ativo do BTG Pactual em operação desde 2021
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