114 Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 empresas “A decisão de absorver a inteligência de engenharia para dentro de casa tornou-se uma alavanca crucial, permitindo ao BTG avaliar leilões de forma mais competitiva e desenvolver os projetos controlando custos e prazos de forma independente”, resume o executivo. O segundo pilar de atuação no segmento é a busca por controle e gestão. Epstein lembra que, como um investidor ativo, o BTG gosta de ter o controle sobre os seus investimentos. “A união da já estabelecida expertise em estruturação financeira com os novos conhecimentos em engenharia e operação resultou em um modelo que traz mais segurança e competitividade para a implantação dos projetos”, complementa. Detalhe: apesar de atuar de forma direta na construção e operação como um player do setor de energia, toda a participação do BTG se dá exclusivamente por meio de fundos de investimento, compostos por capital privado e de terceiros. A instituição atua como gestora desses fundos, não utilizando capital proprietário do banco para os desenvolvimentos. O avanço dos novos projetos em construção deve ter ajustes, mas não muda a filosofia, de acordo com Epstein. O único projeto ativo conta com a prestação de serviços de terceiros, mas para as novas linhas que estão sendo construídas, o BTG deverá ter uma equipe interna ampliada, dedicada para realizar a manutenção, monitoramento de campo e operação técnica, contando com terceiros para apoio. A combinação de experiência financeira com engenharia também ajuda no estudo dos leilões para 2026 e 2027. Segundo o especialista do BTG, esse conhecimento proprietário em engenharia permite ao banco realizar investimentos significativos na fase de pré-leilão. Essa expertise é utilizada para avaliar oportunidades com antecedência e mapear todos os riscos e o perfil específico de cada lote, garantindo uma participação mais forte nas licitações. Um ponto em comum, na avaliação do executivo, é o direcionamento dos investimentos em infraestrutura que reduza a possibilidade de curtailment. A principal iniciativa nesse sentido é o investimento em linhas de transmissão posicionadas em regiões estratégicas que conectam o Nordeste ao Sudeste do Brasil. Epstein explica que o BTG avalia os dois certames deste ano, da mesma forma que estuda a possibilidade de entrar na disputa do leilão de reserva de capacidade com uso de sistemas de armazenamento em baterias (BESS). Ele não confirma a participação direta, mas deixa claro que a tecnologia está no radar da instituição. “Os especialistas do banco estão sempre observando as tendências do setor e mapeando novas tecnologias para entender se elas se encaixam ou não dentro da estratégia de investimentos do fundo”, finaliza. n Quem é fonte nesta matéria DANIEL EPSTEIN, sócio da área de capital privado do BTG
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