e-revista Brasil Energia 502

130 Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 Especial Ibem 2026 A Bahia, berço da produção de petróleo no Brasil, redescobriu a sua vocação e avança para se tornar uma protagonista global no novo cenário energético. A avaliação foi feita por Paulo Guimarães, diretor-presidente da Bahiainveste, em entrevista à Brasil Energia. Ele explicou como a abundância e a qualidade dos ventos e do sol no estado estão servindo de alicerce para uma reindustrialização sustentável. Longe da ideia de apenas exportar a energia bruta, a estratégia foca no uso do hidrogênio verde e da biomassa no interior baiano para fabricar produtos de alto valor agregado, como fertilizantes nitrogenados e aço verde. Principais trechos da entrevista: • Hidrogênio Verde para consumo local: A estratégia da Bahia é aproveitar o potencial eólico e solar do interior para produzir o gás e utilizá-lo in loco, transformando-o em fertilizantes, produtos químicos e plásticos verdes; • Gargalos logísticos e elétricos: O Brasil tem o desafio de atrair data centers e processar minerais críticos. Para aproveitar esse boom, Guimarães aponta que é imperativo investir em infraestrutura de transmissão e em soluções logísticas para integrar o interior ao litoral; • Aço Verde e mineração sustentável: Regiões como Caetité e Piatã possuem minério de ferro de altíssima pureza. Em vez de exportar o minério bruto, a disponibilidade de hidrogênio no interior permitirá a redução do ferro sem o uso de carbono, gerando o "aço verde", produto pelo qual o mercado internacional paga um valor prêmio; • Tecnologia na Biomassa e Etanol de Milho: Usinas estão sendo implementadas no oeste da Bahia para produzir etanol de milho com uma pegada de carbono que promete ser a metade da do etanol de cana. É um projeto circular que não compete com alimentos, pois os subprodutos viram ração para a pecuária local; • Transição gradual: A alta arrecadação de royalties deve ser bem utilizada. Além de garantir empregos, a humanidade seguirá dependendo do petróleo nas próximas décadas para fabricar produtos essenciais do cotidiano, tornando as petroleiras as empresas mais preparadas para liderar essa transição gradual. Paulo Guimarães, diretor-presidente da Bahiainveste, detalha a estratégia de consumir o hidrogênio verde localmente, a descarbonização da mineração e a importância econômica de manter o setor de óleo e gás ASSISTA a vídeo-entrevista Bahiainveste foca em hidrogênio para reindustrializar o estado

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