e-revista Brasil Energia 502

Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 15 oferta e criamos condições para um mercado mais competitivo, com tendência à redução de preços no longo prazo”, disse Hijjar. Expansão da malha ainda demora Somente após 2030 é que novas expansões da malha de transporte estão previstas. Um dos projetos é o Veredas, no Nordeste, elaborado pela TAG. O plano prevê a ampliação do Nordestão entre Pernambuco e Ceará, passando por Paraíba e Rio Grande do Norte, para resolver o gargalo em um trecho de menor diâmetro no gasoduto. Trata-se de um projeto, dividido em três fases que somarão 750 km à malha existente. Em alternativa ao Veredas, a TAG também elaborou o projeto Rota do Bode, um gasoduto atendendo a demandas no interior do Nordeste, ligando Sergipe ao Ceará, passando por Petrolina (PE) e Juazeiro do Norte (CE). O projeto faz parte do Plano Coordenado de Desenvolvimento do Sistema de Transporte de Gás Natural 2024-2033, proposto pela ATGás. Mas o Nordestão é abastecido por metano de origem mineral e a tendência é aumentar ainda mais o transporte exclusivo desse energético com o terminal de GNL em Sergipe e a produção futura de GN dos projetos SEAP I e II da Petrobras e parceiros. Outros planos envolvem levar gasodutos a cidades ainda não atendidas no Sudeste, como as expansões para as cidades mineiras de Uberaba e Extrema. No primeiro projeto, o gasoduto atende parte de um importante polo industrial do estado no Triângulo Mineiro. Além disso, etapas posteriores incluem uma expansão para Uberlândia, um mercado de mais de 700 mil habitantes, capaz, portanto, de oferecer consumo potencial no segmento residencial. Este projeto já figura no Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural e Biometano, PNIIGB), enquanto um segundo projeto se apoia na demanda da Gasmig para atender a sete municípios do sul mineiro, totalizando 256 mil habitantes. Juntos, os dois projetos adicionam quase 300 km de extensão à malha brasileira de transportes. No Sul, o projeto da TBG de um gasoduto de 140 km até Curiúva, cidade do interior do Paraná, atende uma região bem populosa, inclusive o município de Londrina. O potencial de consumo é de 700 mil m3/dia de gás natural. Apesar da perspectiva de expansão para a próxima década, os primeiros projetos não devem levar gasodutos a estados onde a malha ainda não chegou. Na visão do presidente da ATGás, a construção de gasodutos para novos estados e cidades só se justifica havendo demanda suficiente que suporte o investimento compartilhado da rede. “(A perspectiva de interiorização) existe, mas está além desse horizonte atual. A gente tem o papel de unir oferta e demanda. O gás tem que ir onde o mercado está. Quando comparam nossa rede com a dos EUA ou Europa, esquecem que é a nossa indústria que garante o suprimento fir-

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