e-revista Brasil Energia 502

Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 39 Com investimentos relevantes no Cariri e na vanguarda da distribuição de biometano via gasodutos, a Cegás mergulha nas expectativas de ganhos com a interiorização e a integração entre o metano fóssil e o renovável. A empresa espera um grande ganho com as expansões, embora ainda sofra com o recuo no volume distribuído. O gasoduto do Cariri é uma das principais apostas da distribuidora atualmente. O projeto prevê um investimento entre 40 e 50 milhões de reais para implantação inicial de aproximadamente 40 km de extensão e fornecimento de 50 mil m3/dia para a região metropolitana do Cariri, com destaque para Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha. O início das obras está previsto para esse ano, com prazo estimado de 36 meses. “A Cegás só está em 14 municípios concentrados aqui em Fortaleza e na região metropolitana. O Cariri fica distante (...) aqui da capital, mas a região geograficamente é muito estratégica”, afirmou o presidente da distribuidora, Eduardo Marzagão, em entrevista à Brasil Energia. A proposta de interiorização da rede da Cegás chega em meio a uma queda no volume distribuído pela empresa, o que levanta questionamentos sobre como ela conseguiria acomodar essa nova extensão. O total comercializado pela distribuidora sofreu queda de 36,6% entre 2021 e 2025, recuando de 311,3 milhões de m3 para 197,5 milhões. O presidente da companhia cita que os impactos da pandemia de Covid-19 na indústria e a perda de mercado de GNV foram alguns dos principais motivos para a queda no volume. Além dos postos, a Cegás atende os setores industrial, residencial, de cogeração e, ocasionalmente, geração elétrica. Em dezembro de 2025 eram 39,6 mil unidades consumidoras. Para Marzagão, entretanto, a demanda para o gasoduto do Cariri não será problema. De acordo com ele, a expansão da rede se inicia já com clientes pré-contratados, em especial, as grandes fábricas. Além disso, ele acredita que outros públicos também poderão contribuir para o consumo, como os postos de gasolina e o segmento residencial. GNR Fortaleza, que produz biometano a partir do biogás de aterro sanitário, tem contrato firme com a Cegás até 2032

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