e-revista Brasil Energia 502

Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 51 Os investimentos em redes privativas podem chegar a R$ 300 milhões nas concessionárias de energia em 2026, segundo Eugênio Mrozinsky Neto, diretor da fabricante Hughes. A empresa coordenou a ativação, em três meses, da rede 4G LTE da Copel, a maior estrutura desse tipo no país até agora. Além da distribuidora paranaense, a Neoenergia tem rede instalada e outras gigantes como CPFL, Cemig e EDP têm projetos similares, mas em diferentes fases. Praticamente todos eles entraram em modo de espera. A razão é a potencial licitação da faixa de frequência de 450 MHz, que tinha sido autorizada, em caráter não oneroso, para uso de serviços de missão crítica das concessionárias. Essa autorização agora passa por reavaliação da Anatel, a agência reguladora do setor de telecomunicações, desde o final de 2025. Para alguns especialistas ouvidos pela Brasil Energia, a área técnica da agência teria a mesma visão do setor elétrico: o uso das redes privativas em 450 MHz deveria ser mantido como no status anterior. A UTC América Latina (UTCAL), entidade que reúne as utilities da região, também defende essa posição e tem buscado o consenso na Anatel e na própria Aneel. Dymitr Wajsman, presidente da UTCAL, explica que o status atual do processo é a previsão de um leilão para 2027 e que as condições do certame estariam sendo definidas pelas áreas técnicas das duas agências. Para Sérgio Milani, superintendente de Projetos Especiais da Copel, uma das possibilidades discutidas pelo mercado poderia ser a instituição de um único operador nacional da infraestrutura de telecomunicações nessa faixa. “As concessionárias de energia observam esse movimento com grande preocupação porque telecomunicações é crítica para o funcionamento, segurança e resiliência do sistema elétrico”, explicou, em conversa com essa reportagem. Para ele, a centralização da capacidade de rede de várias concessionárias nas mãos de um único parceiro - ou ainda se ela depender de redes públicas - representa um risco operacional inaceitável. Adicionalmente, ele lembrou que o setor elétrico necessita de previsibilidade regulatória para garantir a segurança de seus investimentos de longo prazo. O executivo lembra que empresas de energia vêm investindo na criação de redes privaQuem é fonte nesta matéria DYMITR WAJSMAN, presidente da UTCAL EUGÊNIO MROZINSKY NETO, diretor da fabricante Hughes

RkJQdWJsaXNoZXIy NDExNzM=