52 Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 tecnologia tivas baseadas em padrões internacionais, utilizando tecnologias como o LTE na faixa de 450 MHz, que é fundamental para garantir a cobertura em áreas rurais e extensas. No caso da Copel, a empresa avançou com seu projeto desde 2024, quando tinha tido o sinal verde da Anatel. Tanto que se movimentou em tempo recorde para implantar a rede que hoje cobre a Região Metropolitana de Curitiba. A rede privativa da Copel foi construída em um tempo recorde de apenas três meses em 2025 por motivos financeiros e regulatórios. O principal fator é que 2025 era o último ano do ciclo de revisão tarifária da empresa e, de acordo com as regras regulatórias para distribuidoras de energia, os investimentos feitos no último ano desse ciclo são remunerados já no ano seguinte, nesse caso em 2026. “Isso torna o investimento muito mais atrativo e com retorno mais rápido. Se a obra desviasse do cronograma e não fosse concluída e energizada até o dia 31 de dezembro, o investimento não seria reconhecido na base atual e a Copel só seria remunerada por ele daqui a cinco anos”, detalha Milani. Juntando a disponibilidade de recursos com a vantagem tarifária, a Copel lançou o desafio ao mercado para encontrar parceiros capazes de levantar as torres, instalar os equipamentos e colocar o tráfego de dados para rodar antes da virada do ano. Para que isso fosse possível sem um “plano B”, o projeto exigiu o gerenciamento simultâneo de 14 fornecedores, entre eles a Hughes, que foi a integradora, e a Ericsson, dona da tecnologia core da rede. n Elektro, controlada pela Neoenergia, foi pioneira na instalação de rede privada 4G em Atibaia (SP) Foto: Divulgação/Neoenergia
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