e-revista Brasil Energia 502

70 Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 Especial Amazonas Óleo, Gás & Energia do Amapá, detalhou os esforços contínuos do governo estadual para transformar o sonho em realidade. Batista abordou temas cruciais, desde a adequação do ambiente regulatório com o Repetro e as parcerias logísticas com o Suriname, Guiana e o estado do Rio de Janeiro, até a urgente necessidade de flexibilizar as regras para o uso dos futuros royalties, permitindo que o desenvolvimento alcance áreas fundamentais de infraestrutura para a população amapaense. Principais trechos da entrevista: • Ambiente regulatório e preparação estadual: Com a liberação da licença, o estado agilizou os deveres de casa para acolher a indústria. Isso incluiu ajustes regulatórios imediatos, como a criação da lei estadual do Repetro, permitindo benefícios fiscais fundamentais para a instalação de maquinários. • Gargalo de infraestrutura e parceria portuária: O Amapá sofre com a falta de portos aptos para atuar como bases offshore completas. Para solucionar isso em tempo hábil, o governo contratou a DTA e assinou um acordo de confidencialidade com a Transpetro, visando definir a melhor área e formatar um modelo financeiro para a construção de um porto de apoio offshore no estado. Além disso, busca intercâmbio de conhecimento com o governo do Rio de Janeiro; • Integração no Arco Norte com Guiana e Suriname: O Brasil está revertendo a tendência histórica de ignorar seus vizinhos sul-americanos. O Amapá desponta como um futuro entreposto logístico vital para países como Guiana e Suriname. Batista revela uma missão ao Suriname focada na criação de novas rotas de cabotagem e acordos comerciais que aliviem a complexa logística de equipamentos do setor; • Flexibilização do fundo soberano e dos royalties: Ao avaliar a gestão dos futuros recursos da eventual produção na Foz do Amazonas, Batista enfatiza que a legislação atual restringe os royalties exclusivamente à educação e saúde. Ele defende a urgência de flexibilizar o uso desse dinheiro para superar grandes gargalos regionais de infraestrutura (como saneamento, estradas e portos), já que o estado, diferente dos produtores tradicionais, ainda não possui infraestrutura básica consolidada; • Diversificação, ExxonMobil e as comunidades indígenas: A atração de mais empresas é celebrada e o diretor cita o acompanhamento do cronograma com a ExxonMobil. Sobre resistências locais, Batista ressalta que a população é amplamente a favor, vislumbrando o impacto de transformar a economia regional em curto prazo. Para o Oiapoque, que concentra povos originários, o estado tem mediado ativamente o diálogo entre as comunidades indígenas e a Petrobras a fim de dar transparência e mitigar os impactos, alinhando projetos socioambientais às necessidades do território. O diretor da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Antônio Batista, aborda as medidas em curso para ampliar infraestrutura portuária, capacitação e integração do estado com os países do Arco Norte. ASSISTA a vídeo-entrevista

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