Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 71 Conteúdo oferecido por Amazonas prevê R$ 30 bilhões de incremento no PIB com energia e mineração O estado do Amazonas vivencia um “ciclo contemporâneo de desenvolvimento” que promete expandir e diversificar sua matriz econômica, historicamente ancorada no Polo Industrial de Manaus. Em entrevista à Brasil Energia, Ronney Peixoto, secretário de Energia, Mineração e Gás do Amazonas (Semig), destacou como a atração de investimentos bilionários — abrangendo desde a produção de gás natural até minerais estratégicos e fertilizantes — deve reconfigurar a economia local nos próximos anos. Peixoto explicou as diretrizes do recém- -aprovado Marco Legal da Transição Energética, as estratégias de integração regional do Arco Norte e a projeção de gerar 30 mil novos empregos diretos até 2030, aliando crescimento econômico à melhoria da qualidade de vida da população. Principais trechos da entrevista: • Ciclo contemporâneo e diversificação: O governo estadual atua para diversificar a economia do Amazonas, que hoje é muito atrelada às mais de 500 empresas do Polo Industrial de Manaus. O novo ciclo de desenvolvimento é impulsionado por investimentos expressivos nos setores de mineração e energia; • Atração de investimentos bilionários: Entre os aportes que estão transformando o estado, estão os cerca de R$ 7,1 bilhões da Eneva no setor de gás, R$ 13 bilhões previstos para o projeto de potássio em Autazes (crucial para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados), R$ 500 milhões da Mineração Taboca e R$ 300 milhões focados na exploração de terras raras em Apuí; • Hibridização de sistemas isolados: A secretaria prevê um investimento de R$ 500 milhões para iniciar a hibridização dos sistemas isolados, altamente dependentes de diesel, introduzindo energia solar e reduzindo o consumo de combustíveis fósseis, o que garantirá mais segurança eletroenergética durante períodos críticos, como o de estiagem; • Marco Legal da Transição Energética e Biocombustíveis: Sancionada após a COP, a nova legislação traça diretrizes para a redução da “pobreza energética” no território amazônico. Além da hibridização das térmicas, a meta é incentivar sistemas agroflorestais próximos às usinas para a produção de biomassa e biocombustíveis, gerando atividade econômica e energia limpa simultaneamente; Ronney Peixoto, secretário da Semig, detalha a diversificação da matriz econômica do estado, os investimentos para hibridização de sistemas isolados e o potencial amazônico para atrair data centers utilizando energia firme a gás ASSISTA a vídeo-entrevista
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