76 Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 Especial Amazonas Óleo, Gás & Energia A combinação de geração solar com sistemas de armazenamento de energia nos sistemas isolados da Amazônia pode contribuir não só para a transição energética, mas também para diminuir a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), na opinião de Fabio Lima, diretor- -executivo da Absae. Em entrevista à Brasil Energia, Fábio Lima, diretor da Associação Brasileira de Armazenamento de Energia (ABSAE), defendeu a hibridização e as baterias (BESS) como a solução de melhor custo-benefício. O executivo alertou sobre os riscos iminentes de apagões por falta de flexibilidade no sistema e destacou as expectativas e desafios regulatórios para o aguardado leilão de armazenamento. Principais trechos da entrevista: • Sistemas isolados e redução de custos no AM: O Amazonas possui o maior número de sistemas isolados do Brasil, dependentes de combustíveis fósseis que geram cerca de R$ 12 bilhões por ano em subsídios pagos por todos os brasileiros. Lima defende que a hibridização desses sistemas (unindo armazenamento, geração solar e termelétrica) é a melhor tecnologia para reduzir custos, oferecendo segurança, flexibilidade e barateando a conta de luz; • Crise de flexibilidade no setor elétrico: O Brasil enfrenta uma grave crise de flexibilidade, com risco de apagões no curto prazo. As baterias, em diversas escalas, surgem não como uma “transição ideológica”, mas como uma decisão de eficiência econômica essencial para gerenciar a oscilação da demanda e diminuir a dependência de recursos sujeitos a crises geopolíticas e de volatilidade internacional; • A urgência e as vantagens do leilão de armazenamento: Apesar das contratações recentes no LRCAP, o país ainda tem um déficit de potência projetado não coberto pelos leilões, estimado em cerca de 5 GW. O diretor da ABSAE enfatiza que tecnologias contratadas, como térmicas a carvão, possuem grande inflexibilidade, enquanto os sistemas de bateria resolvem o problema do “vale de carga” prestando múltiplos serviços por menos da metade do preço da receita fixa de termelétricas flexíveis; • Perspectivas do mercado global e fabricação nacional: Com um mercado global crescente, liderado pela China, há uma forte sinalização para o Brasil. Empresas como a BYD e WEG já demonstram movimento no mercado nacional. A exFabio Lima, diretor-executivo da Absae, também defende a urgência de um leilão de reserva de capacidade para baterias, estimando uma necessidade de 5 GW para o país ASSISTA a vídeo-entrevista Hibridização pode beneficiar sistemas isolados e diminuir CCC
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