e-revista Brasil Energia 502

Foto: Anderson Bibico/Divulgação Vale 98 Brasil Energia, nº 502, 30 de abril de 2026 etanol Novos mercados para um combustível que ganha escala Da cabotagem à aviação de carga, o biocombustível brasileiro avança como alternativa estratégica para a descarbonização de setores difíceis de eletrificar | POR EUGÊNIO MELLONI | O etanol brasileiro vive um momento de redefinição do seu papel na matriz energética. Um conjunto de iniciativas recentes aponta para horizontes de uso mais amplos do que exclusivamente em automóveis. Com a eletrificação veicular avançando e a oferta do combustível crescendo — impulsionada pela expansão da segunda safra de milho —, o setor se vê diante de um desafio que é também uma oportunidade: encontrar novos mercados para um produto que o Brasil produz em escala e com uma das menores intensidades de carbono do mundo. As três matérias a seguir exploram frentes distintas dessa expansão. A primeira mostra como a Vale dá um passo histórico ao firmar o primeiro contrato de navios transoceânicos movidos a etanol, capazes de reduzir em até 90% as emissões em relação ao óleo pesado. A segunda acompanha o lançamento de um micro-ônibus híbrido elétrico-etanol, solução que dispensa infraestrutura de recarga e amplia o alcance da mobilidade limpa para regiões rurais. A terceira traz um estudo da consultoria PSR que aponta a cabotagem como via estratégica para absorver o excedente de produção e descarbonizar o transporte aquaviário nacional. Veja a seguir. Vale fecha contrato com chinesa Shandong para dois navios Guaibamax movidos a etanol

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