e-revista Brasil Energia 503

Brasil Energia, nº 503, 9 de junho de 2026 17 raguaia, cujas características socio-geográficas, em parte, se assemelham às da Amazônia. A grande parte do potencial conhecido em outras bacias fora das duas mencionadas foi explorada até o final do século passado. Do levantamento feito pela EPE aqui analisado, os 22% de potencial restantes estão nas bacias dos rios Uruguai (7%), Paraná (6%), São Francisco (3%) e outras (6%). Seja pelas dificuldades socioambientais, seja pelas características geográficas - basicamente de baixa altitude, exceto nas bordas -, seja pelas distâncias em relação aos principais centros de consumo energético e as consequentes dificuldades de transmissão, o aproveitamento hidrelétrico na Amazônia somente se desenvolveu neste século, como alternativa à crescente escassez de aproveitamentos perto dos eixos de maior consumo. Tucuruí (1984) e as polêmicas Balbina (1989) e Samuel (1996) foram exceções nas duas décadas finais do século passado. Um levantamento feito pela revista Brasil Energia no conjunto de UHEs existentes hoje no país, com mais de 100 MW de capacidade, mostrou que desde 2010 foram inauguradas 17 UHEs com esta característica, totalizando 24.065 MW de capacidade instalada. Do conjunto, 11 usinas estão na Região Amazônica, somando 22.878 MW de capacidade, ou 94,5% do total acrescido no período. Entre elas estão Belo Monte, Jirau e Santo Antônio, inauguradas, respectivamente, em 2016, 2013 e 2012, que, juntas, somam 18.551 MW (77% da potência UHE São Roque (SC), de 142 MW, última hidrelétrica com mais de 100 MW e reservatório de pequeno porte colocada em operação no país Foto: Divulgação/Nova Participações

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