e-revista Brasil Energia 503

22 Brasil Energia, nº 503, 9 de junho de 2026 Especial de Capa Mas a viabilização desses avanços muitas vezes precisa do apoio de tecnologias maduras e até relegadas a um certo ostracismo por oportunidades mais práticas e vantajosas. Aconteceu no Brasil com a tecnologia de bombeamento de água de um reservatório inferior para outro superior para reaproveitamento em geração hidrelétrica, conhecida como usina hidrelétrica reversível (UHR). Entre 1939 e em 1940, segundo levantamento da EPE, foram comissionadas em São Paulo as UHRs Pedreira (100 MW) e Traíção (22 MW), cujas finalidades principais eram bombear água do rio Pinheiros para o reservatório de Billings, permitindo a geração hidrelétrica no complexo Henry Borden. Ambas perderam o sentido quando a qualidade da água do Pinheiros já não recomendava seu bombeamento para a represa. Também em São Paulo, a antiga UHE Edgard de Souza, inaugurada em 1902, foi transformada em estação de bombeamento de águas do rio Tietê em 1955, recebendo uma turbina reversível de 14 GW, desativada em 1984. Ainda segundo a EPE, em 1952 a estação de bombeamento de Vigário, em Piraí (RJ), cuja finalidade principal é bombear água do rio Paraíba do Sul para abastecer a cidade do Rio de Janeiro e região, recebeu unidades reversíveis que nunca foram utilizadas como geradoras de energia. A principal razão para a saída de cena da tecnologia que naqueles momentos já Usina reversível construída em 1940 para bombear água do rio Pinheiros para o reservatório de Billings, a UHR Pedreira, de 100 MW, perdeu o sentido por conta da qualidade da água do rio Foto: Divulgação/Emae

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