Brasil Energia, nº 503, 9 de junho de 2026 25 passado, com o fim do mandato do diretor Ricardo Tili, o processo agora está pendente de um pedido de vista do diretor Willamy Frota. A questão maior é o risco de dupla tarifação do armazenamento, como gerador, quando injeta energia na rede, e como consumidor, quando recebe a energia a ser armazenada. O entendimento predominante tem sido o de enquadrar o armazenamento somente como gerador, mas há controvérsias. Do ponto de vista socioambiental, é fato que, embora ocupando áreas menores, fora da calha dos rios onde moram ribeirinhos e por isso menos sujeitas a interferências, as UHRs não estão livre de contestações, especialmente se elas vão retirar água de um corpo para acumular em outro, exigindo avaliação de impactos sobre outros usos daquela água e sobre a biota do corpo original. No caso de UHRs em circuito fechado, o impacto é menor porque o consumo de água mais significativo é o do enchimento original, sendo a reposição posterior pouco significativa. No processo de mapeamento e inventário da UHR é possível selecionar localizações com o mínimo de interferências. No mapeamento do entorno da UHE Irapé feito no estudo liderado pelo Gesel, dos 105 projetos possíveis, somente nove foram descartados por interferências socioambientais excludentes. “Não foram encontradas interferências socioambientais significativas para os demais 96 projetos”, diz o texto do Manual de Inventário gerado pelo estudo. (Por Chico Santos)
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