e-revista Brasil Energia 503

Brasil Energia, nº 503, 9 de junho de 2026 33 A mesma avaliação é compartilhada por Hopf, da Andritz, que vê nas UHRs a grande perspectiva do setor, sem desconsiderar as demais possibilidades. Para o executivo, se houver um esforço concentrado é até possível que o primeiro leilão dessas usinas saia no próximo ano, embora ele considere mais provável no primeiro trimestre de 2028. Hopf avalia que as baterias têm um nicho diferente, para armazenamento de curta duração, lembrando que hidrelétricas têm ciclo de vida que conta em século, enquanto o da bateria é de, no máximo, duas décadas. O importante, para ele, é não perder o foco e agilizar os trâmites regulatórios para mobilizar os investidores. “Se ficarmos achando que vai demorar, vamos desmobilizar e aí as baterias entram mesmo”, alertou. E se tudo correr como é o desejo da cadeia de fornecedores de equipamentos, não se pode perder de vista o alerta da cadeia da construção civil. “A retomada da agenda hidrelétrica é uma sinalização positiva, mas sua efetividade dependerá diretamente da capacidade do país de enfrentar o desafio da mão de obra. Sem um esforço coordenado para formar, qualificar e atrair profissionais, há o risco de que as oportunidades se convertam em gargalos”, respondeu o Sinicon a Brasil Energia. n (Por Chico Santos)

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