32 Brasil Energia, nº 503, 9 de junho de 2026 Especial de Capa dos, Colômbia, Moçambique, Índia, Grécia e Tailândia, entre outros, sendo que para os últimos três os fornecimentos foram para usinas reversíveis (UHRs), sua principal aposta para a retomada no Brasil. De acordo com Hopf, o grau de nacionalização da cadeia, mesmo com o refluxo, está na casa dos 90%, sendo importados equipamentos fundidos ou usinados, porque não há como competir com os fornecedores chineses e ainda porque os fornecedores locais estão ocupados em contratos com o segmento de óleo e gás dos Estados Unidos. Cláudio Trejger, líder da Hydro Power Latam da GE Vernova, outra integrante do grupo de líderes da cadeia, avalia em mais de 70% o índice de nacionalização de bens e serviços para hidrelétricas, especialmente em estruturas civis, montagem eletromecânica, transformadores e geradores, além de turbinas de grande porte. Ainda de acordo com Trejger, a demanda por importações inclui componentes eletrônicos de alta precisão para sistemas de controle e automação, aços especiais e algumas ligas metálicas para alta performance, além de “alguns componentes de potência para conversores”. Na mesma linha, Rafael Lacerda, diretor da Fabricação da Voith Hydro, avalia que o mercado doméstico fabrica praticamente 100% da cadeia hidrelétrica, com um índice de nacionalização em torno de 75%. Na conta das importações ele inclui alguns componentes de alta tecnologia, incluindo peças eletrônicas/digitais, sistemas proprietários ou peças de fornecedores globais, como eixos forjados de unidades geradoras. Atualmente, de acordo com Lacerda, cerca de 30% do que é produzido na fábrica da Voith, em São Paulo, é destinado a hidrelétricas fora do Brasil, da América do Norte, Europa e Ásia. Internamente, a empresa, como suas concorrentes focadas em grandes usinas, vem atuando, basicamente, no mercado de modernizações. Reversíveis à frente Para Kelman, da PSR, O LRCAP de março deste ano trouxe alento ao setor de construção, embora ainda seja “pouco em relação ao que a indústria já teve” para configurar uma retomada. Do mesmo modo pensa Lacerda, da Voith. Com várias participações em congressos da International Hydropower Association (IHA), Kelman disse ter observado dificuldades para a construção de usinas convencionais em diversas partes do mundo, exceto, basicamente, na China e avalia que as perspetivas são maiores pelo lado das UHRs. O consultor entende que a construção de reversíveis como baterias de longa duração para sustentar a expansão das renováveis intermitentes é o caminho mais viável para a retomada da indústria brasileira de construção de hidrelétricas. Quem é fonte nesta matéria CLÁUDIO TREJGER, líder da Hydro Power Latam da GE Vernova RAFAEL LACERDA, diretor da Fabricação da Voith Hydro
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