40 Brasil Energia, nº 503, 9 de junho de 2026 As Lideranças Empresariais Rodrigo Ferreira, Abraceel ta, que fazem parte da estrutura, estejam resolvidos até agosto desse ano. Modelo de precificação: Ele concorda com a ideia de “começar do zero” um novo modelo de formação de preços, uma vez que os atuais, de código fechado e elaborados pelo Cepel, perderam a capacidade de representar o mercado adequadamente e possuem conflito de interesse. A Abraceel apoia a iniciativa do ONS de desenvolver novos modelos matemáticos de código aberto, e de forma colaborativa. Critérios para comercializadoras: O atual modelo de exigência de capital permite um nível de alavancagem sem limites e é inadequado, na avaliação de Ferreira. A Abraceel solicitou à Aneel que antecipe para 2026 uma revisão regulatória prevista para 2027, com a meta de redefinir as regras de entrada e manutenção de empresas comercializadoras no mercado. Crise de confiança: Embora seja ruim ter problemas em algumas comercializadoras, Ferreira afirma que isso não coloca o setor em xeque, pois o mercado engloba cerca de 150 empresas ativas. A grande maioria delas, segundo ele, mantêm resiliência e respeito aos contratos. Ele acrescenta que não se pode culpar apenas o mercado, pois as empresas devem ser responsáveis pelas suas falhas de gestão. Supridor de última instância: O SUI é um modelo internacional necessário e atenderá consumidores que ficarem sem energia em função da quebra ou da cassação de licença da comercializadora. A princípio, esse papel será feito pelas distribuidoras, e depois por agentes habilitados. O custo da energia provida pelo SUI será pago pelo consumidor que a utilizar. Caso o valor exceda a tarifa regulada, a diferença será rateada entre todos. Curtailment: “Faltou orquestração entre planejamento, operação e política energética, ignorando alertas de mais de uma década sobre a entrada expressiva de fontes intermitentes”, argumenta Ferreira. Para ele, os cortes de geração secaram a liquidez do mercado livre, prejudicando muitas empresas. Sobrecusto na distribuição: Para ele, os estudos indicam que as distribuidoras já estão passando por um processo natural de descontratação. Abrir o mercado entre 2027 e 2028 seria a janela ideal, pois permitiria a migração de consumidores sem deixar energia “sobrando” e pesando na tarifa de quem não migrar. Novas tarifas: Sinalizar preços em diferentes horários é fundamental para que as pessoas mudem seus hábitos de consumo. A iniciativa pode ajudar no controle da expansão desordenada da geração distribuída. “Tarifa branca, no entanto, é um nome sem apelo. Talvez o mais adequado seria tarifa inteligente”, diz o presidente da Abraceel. Assista a entrevista na íntegra aqui:
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