46 Brasil Energia, nº 503, 9 de junho de 2026 série AMAZÔNIA & ENERGIA documento de maio de 2026. Os excluídos estão sobretudo em áreas rurais do país e nas regiões remotas da Amazônia Legal. Os números do Plano de Desenvolvimento da Distribuição (PDD) entre 2021 e 2024 dão pistas de como o avanço da eletrificação aconteceu. O documento do MME indica os investimentos em obras de expansão, melhoria e renovação, inclusive os aportes do Programa Luz para Todos. No período analisado, o programa representou, por exemplo, 39,1% dos investimentos em Roraima e 38% no Pará. No Acre o percentual foi de 33,2%, enquanto no Amazonas somou 21,2%. Até que a exclusão elétrica seja eliminada é provável que esse contingente, diferente da maioria dos consumidores brasileiros, continue a pagar mais caro pela pouca energia que utiliza. Segundo o Iema, na Amazônia Legal, as pessoas sem acesso à energia elétrica precisam “se deslocar a grandes distâncias para adquirir combustíveis (como diesel) para abastecer geradores que funcionam por poucas horas ao dia, pagando antes mesmo de consumir”. Para dois especialistas ouvidos pela Brasil Energia, a população remanescente de excluídos provavelmente deverá ser atendida por sistemas isolados (off-grid), uma vez que a floresta amazônica impõe desafios técnicos e logísticos para a infraestrutura tradicional. Ambos coincidem ao afirmar que o fato de a rede interligada de distribuição ter um limite físico não restringe o papel das distribuidoras. No arranjo do Programa Luz para Todos elas têm a função de mapear e registrar as demandas dentro de sua área de concessão, implementar os sistemas de energia, além de fornecer e prestar contas dos projetos, metas e prazos de execução de cada contrato. Na Amazônia Legal esse trabalho está delegado a três grupos privados. A Equatorial atende Amapá, Maranhão e ENERGIA NA AMAZÔNIA LEGAL Fonte: FGV CERI com dados da EPE, ANEEL e IBGE
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