Brasil Energia, nº 503, 9 de junho de 2026 51 2025 – e entra na fatura de todos os brasileiros através da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). O número vem caindo ano a ano. Em 2024 foi maior em R$ 1,174 bilhão em relação ao ano seguinte e antes da interligação de várias comunidades à rede do Sistema Integrado Nacional (SIN). Ao todo, no ano passado, 15 localidades passaram a receber energia das redes, como Cruzeiro do Sul e Guajará (AC), Itapiranga e Silves (AM), Cotijuba, Oeiras do Pará e Santa Cruz do Arari (PA). Dados obtidos no MME dão conta de que as 13 interligações ao SIN, como parte do programa federal Energias do Amazonas, passaram a atender mais de 500 mil consumidores na Amazônia Legal. O principal feito nessa frente foi a conexão de Boa Vista (RR), juntamente com localidades das suas imediações, como Alto Alegre, Bonfim, Caracaraí, Mucajaí, Normandia, Rorainópolis e São João da Baliza. Além das interligações, outras iniciativas vêm contribuindo para mudar o perfil do abastecimento de energia na Amazônia. A primeira chamada pública de projetos do Pró-Amazônia Legal, dentro do Energias do Amazonas, aprovou 14 projetos para atendimento a 36 sistemas isolados e 652 mil pessoas. Juntos, esses projetos deverão economizar o consumo de 270 milhões de litros de diesel/ano e evitar a emissão de 800 mil t/ano de CO2. Outra iniciativa de destaque foi a realização do primeiro leilão de projetos de sistemas isolados obedecendo as diretrizes do Energias da Amazônia, que requer a hibridização das usinas com um mínimo de 22% de energia limpa e a precificação de carbono. O leilão, realizado em setembro de 2025, resultou na contratação de 50 MW de potência, com investimento de R$ 312 milhões, destinados a atender 30 mil pessoas em localidades remotas do Amazonas e Pará. MAPA SISTEMAS ISOLADOS
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