e-revista Brasil Energia 503

52 Brasil Energia, nº 503, 9 de junho de 2026 série AMAZÔNIA & ENERGIA No Pará, menos 10 SI até 2027 No Pará, estado que ocupa quase 15% do território nacional mas onde vivem apenas 4% da população do país, a Equatorial tem um programa acelerado de expansão de sua rede de distribuição e desativação de geradores a diesel. Na sua área de concessão ainda existem 10 sistemas isolados em operação, dos quais 9 têm previsão de serem interligados ao SIN até o final de 2027. São cerca de 40 mil unidades consumidoras nos municípios de Anajás, Afuá, Muaná, São Sebastião da Boa Vista, Gurupá, Porto de Moz, Faro, Jacareacanga, Aveiro e Terra Santa. “Desde 2012, a distribuidora vem desativando usinas movidas a combustíveis fósseis”, conta Giorgiana Freitas Pinheiro, gerente de Geração da Equatorial Pará. No período, foram desativadas 23 usinas a diesel. A integração de comunidades antes atendidas pelos sistemas isolados produziu um salto na qualidade do fornecimento de energia para as populações atendidas, ao reduzir as interrupções e garantir o serviço 24 horas. “Trata-se de uma transformação estrutural que contribui para o crescimento econômico sustentável do Estado do Pará”, destacou. Os principais desafios são a geografia e a logística no Pará, com aproximadamente 1,24 milhão de km2 e densidade demográfica de 6,99 habitantes por km2 (IBGE, 2025). “Grande parte das localidades atendidas em áreas remotas é cercada por vegetação densa só acessadas por via fluvial, o que torna a execução das obras mais complexa e onerosa”, comentou. Os investimentos elevados em infraestrutura elétrica básica para essas áreas rurais isoladas nem sempre geram retorno. Em muitos casos, um ramal de mais de 10 km atende um número reduzido de consumidores e de baixo poder de consumo. No Amapá, kits solares individuais No Amapá, a transição energética no fornecimento de energia elétrica segue o ritmo do Programa Luz para Todos – Regiões Remotas, idealizado para universalizar o atendimento. A CEA Equatorial, concessionária do mesmo grupo que atende o Pará, usa uma estratégia diferente do estado vizinho - geração solar fotovoltaica com armazenamento em baterias - para localidades, muitas delas, sem viabilidade para se conectarem ao SIN. A distribuidora tem levado kits fotovoltaicos individualizados a comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas e diz ter atendido mais de 6 mil famílias em sete municípios. A previsão é de encerrar 2026 com mais de 1.700 novas instalações. Da mesma forma que no Pará, além dos ganhos ambientais, as mudanças trazem impactos sociais relevantes para as comunidades atendidas. O acesso contínuo à energia elétrica permite melhorias na conservação de alimentos e medicamentos, acesso à informação, educação e desenvolvimento de atividades produtivas loQuem é fonte nesta matéria GIORGIANA FREITAS PINHEIRO, gerente de Geração da Equatorial Pará CRISTIANO LOPES SAITO, diretor de Vendas Utilities Brasil da Aggreko

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