e-revista Brasil Energia 504

Brasil Energia, nº 504, 30 de junho de 2026 19 Impulsionada mais uma vez por encomendas da Petrobras e Transpetro, a indústria naval offshore brasileira está em busca de novas tecnologias para ganhar competitividade, inclusive no exterior. Todos os dirigentes conhecem o longo histórico de voos de galinha do setor naval e offshore brasileiro, motivados tanto pela falta de competitividade da indústria nacional, que não se modernizou, quanto pela descontinuidade de encomendas no longo prazo, que esvaziaram os estaleiros. Desde 2023, o número de empregos nos estaleiros brasileiros saltou de cerca de 20.000 para 70.000, graças a novas encomendas de módulos de FPSOs, embarcações de apoio e navios petroleiros e gaseiros. O vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), João Azeredo, confirma que a ideia é replicar, por aqui, o que estaleiros no Japão e Coreia do Sul estão fazendo diante da concorrência com os chineses. “Esses países estão olhando para a indústria naval com foco em inteligência artificial aplicada à gestão de processos, recursos humanos, equipamentos e suprimentos para aumentar a eficiência,” disse ele à Brasil Energia. Também no radar estão soluções de soldagem automatizada, o que pode ajudar a superar gargalos de mão de obra enfrentados no país. Além disso, os estaleiros brasileiros avaliam projetos mais avançados de acabamento, com a produção de peças e montagem que permitem que os blocos cheguem ao dique em estágio mais adiantado de conclusão, acelerando o processo de construção. Em paralelo, estão em desenvolvimento, no país, soluções mais sofisticadas de automação e controle e digital twins, bem como projetos de engenhaCom tecnologia sul-coreana, do grupo Kawasaki Heavy Industries, o Estaleiro Enseada, na Bahia, retoma atividades depois de 10 anos parado e constrói seis embarcações de apoio offshore com motorização híbrida para a Petrobras

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