Brasil Energia, nº 504, 30 de junho de 2026 25 Entre os produtores terrestres de petróleo e gás, é comum se ouvir a expressão “tirar o leite das pedras”. De fato, longe das altas produtividades dos poços offshore, apenas dois ativos terrestres produzem por dia mais que 10 mil barris de óleo equivalente (boed), ambos no Amazonas: os campos de Urucu e Urucu Leste. Afora esses, os demais produzem muito menos, por centenas, às vezes mais de mil poços. Pilar, por exemplo, terceiro maior campo produtor terrestre (boletim ANP, abril/26), produziu 10 mil boed em 71 poços ativos dos 303 existentes. Média de 140 boed. Carmópolis, o 4º na lista, produziu 8 mil boed em centenas de poços ativos - média diária de cerca de 10 barris de óleo equivalente por poço. Carmópolis, descoberto em 1963 e com autorização para produzir até 2052, tem milhares de poços perfurados na extensão do ativo. Para aumentar a produtividade dos campos, muito tem sido feito em inovações em sísmica e poços e à inteligência artificial (IA) para rentabilizá-los. Segundo Lucas Mota de Lima, gerente executivo da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), tecnologias de recuperação avançada (EOR/IOR), soluções mais eficientes de elevação artificial, reentrada e re-estimulação de poços, além de sistemas de otimização em tempo real da produção, têm sido bem utilizados pelas companhias. “Também há forte avanço em tecnologias voltadas à integridade de ativos, monitoramento de corrosão, inspeção inteligente de dutos e equipamentos, além de soluções para aproveitamento energético do gás associado”, disse ele à Brasil Energia. Na Origem Energia, a estratégia para ampliar a produção combina intervenções em poços, campanhas de perfuração, caracterização avançada de reservatórios, implantação de sistemas de bombeio e melhorias em projetos de gas lift. A companhia também está aplicando inteligência artificial e machine learning para a análise avançada de dados com o intuito de acelerar a interpretação das informações de subsuperfície e melhorar a identificação de oportunidades de desenvolvimento. “O volume de dados gerados pelas operações cresce continuamente e o uso dessas tecnologias tem permitido decisões mais rápidas, maior precisão na identificação de volumes remanescentes e melhor direcionamento dos investimentos”, explicou Luiz Robério SilSistema de separação bifásico (líquido e gás): PetroReconcavo tem iniciativas na área de gás natural que incluem liquefação em pequena escala, atendimento a mercados fora da malha de gasodutos e utilização de carretas a GNL Foto: Divulgação/PetroReconcavo
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