26 Brasil Energia, nº 504, 30 de junho de 2026 Especial de Capa Inovação va Ramos, gerente geral de subsuperfície da companhia. Nos campos de Pilar e Furado, no Polo Alagoas, a empresa utiliza tecnologias voltadas ao imageamento sísmico e à identificação de hidrocarbonetos remanescentes em reservatórios geologicamente complexos. Além de elevar o fator de recuperação dos reservatórios já descobertos de forma economicamente viável, um dos grandes desafios é incorporar novos volumes de petróleo e gás com a extensão em área ou em zonas mais profundas nos campos em operação. “Por isso, a integração entre geociências, engenharia e análise de dados será cada vez mais importante”, afirmou o executivo. Na PetroReconcavo, a recuperação secundária por meio da injeção de água está no centro das iniciativas voltadas aos campos maduros. A tecnologia busca fornecer suporte de pressão aos reservatórios e reduzir as taxas de declínio da produção. A companhia pretende aprofundar os projetos nessa área, ampliando o uso de simulações, monitoramento dos reservatórios e avaliação da resposta à injeção de água para otimizar estratégias específicas para cada campo. “O desafio é transformar a recuperação secundária em redução efetiva da taxa de declínio e, posteriormente, em incremento de produção, e esse processo demanda tempo,” pontuou a empresa por meio de sua assessoria de imprensa. A PetroReconcavo alcançou dois marcos tecnológicos recentemente. Depois de identificar zonas com baixa permeabilidade na Bahia, em 2025, desenvolveu novas metodologias de completação e soluções capazes de melhorar a produtividade e a viabilidade econômica dos projetos. Outro caso foi a perfuração do primeiro poço horizontal da companhia no Ativo Potiguar. Embora tenha apresentado desafios técnicos, a iniciativa ampliou o entendimento sobre o potencial dos ativos e abriu caminho para futuros desenvolvimentos, condicionados à evolução tecnológica e à redução de custos. Na área de gás natural, há iniciativas voltadas à monetização e à logística, incluindo importação de gás em operações de oportunidade, liquefação em pequena escala, atendimento a mercados fora da malha de gasodutos e utilização de carretas movidas a gás natural liquefeito (GNL) no transporte de petróleo. Já a Brava Energia aposta na combinação de drones e inteligência artificial para reforçar a eficiência operacional e a segurança. Nas operações terrestres dos polos Recôncavo e Potiguar, a empresa desenvolve um sistema que realiza monitoramento diário de Quem é fonte nesta matéria LUCAS MOTA DE LIMA, gerente executivo da Abpip LUIZ ROBÉRIO SILVA RAMOS, gerente geral de subsuperfície da Origem Energia
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