Brasil Energia, nº 504, 30 de junho de 2026 35 A cadeia de petróleo e gás é o principal motor da economia do Rio de Janeiro e seu fortalecimento passa por medidas em tributação, infraestrutura, formação de mão de obra e regulação. O diagnóstico foi detalhado por Luiz Césio Caetano, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), nesta entrevista ao programa As Lideranças Empresariais, da Brasil Energia. À frente da federação desde outubro de 2024, ele comanda um ciclo expressivo de expansão: após investir R$ 143 milhões em 2025, a Firjan prevê ampliar esse volume para R$ 210 milhões em 2026, com abertura e remodelação de unidades do Sesi e Senai em 22 municípios fluminenses. A agenda prioritária de sua gestão envolve desde a competitividade fiscal do estado até o acesso ao gás natural, a expansão da indústria naval para frentes como descomissionamento e integração de módulos de FPSOs e a defesa dos royalties no STF. Veja os principais pontos da entrevista: Custo Rio e ambiente de negócios: A Firjan quantificou o impacto das ineficiências estruturais do estado: R$ 275 bilhões por ano, equivalentes a 20% do PIB fluminense. O levantamento, batizado de “Custo Rio”, segue metodologia similar ao “Custo Brasil” e aponta a tributação elevada, o custo judiciário e os R$ 13 bilhões anuais gerados pela insegurança pública como os principais vetores de perda de competitividade. O estado ocupa a 13ª posição no ranking de carga tributária entre as unidades da federação. Integração e Rede de Fornecedores: Por meio do programa “Rede de Oportunidades para Fornecedores”, que já soma 23 mil interessados, a Firjan atua para conectar a capacidade da indústria local às exigências das operadoras, garantindo que o desenvolvimento econômico fique ancorado no estado. Firjan mira indústria naval e alerta para impacto do Custo Rio Presidente da federação, Luiz Césio Caetano, aponta quanto custa as ineficiências tributárias e diz que está em negociações com o governo estadual para viabilizar a integração de módulos de plataformas nos estaleiros fluminenses | POR ROSELY MAXIMO |
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