e-revista Brasil Energia 504

Brasil Energia, nº 504, 30 de junho de 2026 63 um ambiente adequado para a substituição pelo biodiesel. Reforça a expectativa positiva a avaliação do CEO da Binatural de que a produção regional de matérias-primas renováveis possuiria papel relevante no fortalecimento de uma cadeia local de biodiesel na Amazônia, especialmente por meio do óleo de palma e do dendê. Atualmente cerca de 53% da demanda de biodiesel produzido na região Norte já é atendida com matérias-primas locais, enquanto os demais 47% são complementados por insumos provenientes de outras regiões do país. E a integração com matérias-primas de diferentes regiões também seria estratégica para o setor ao ajudar a garantir abastecimento e dar mais estabilidade às operações, mesmo diante de cenários desafiadores. A possibilidade de cadeias locais, porém, também traz ressalvas. Na avaliação de Saito, da Aggreko, combustíveis vegetais de degradação mais rápida tendem a funcionar melhor quando a geração está próxima e integrada à produção do insumo, como ocorre em projetos verticalizados. O problema, segundo Saito, é que isso pode aproximar dois negócios com lógicas comerciais diferentes: a produção agrícola ou industrial do biocombustível, sujeita a mercados próprios e até indexação internacional, e a geração elétrica regulada, com custos definidos por contratos e regras específicas. Por último, em sistemas isolados, depender de um único fornecedor de biomassa ou óleo vegetal também pode criar risco adicional à segurança energética. n Indústria produtora de biodiesel da Binatural na Bahia: Brasil tem capacidade para atender o aumento do uso do combustível no país Foto: Divulgação/Binatural

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