e-revista Brasil Energia 504

82 Brasil Energia, nº 504, 30 de junho de 2026 Wagner Victer é engenheiro, administrador, ex-secretário de Estado de Energia, Indústria Naval e do Petróleo, e ex conselheiro do CNPE. Escreve mensalmente na Brasil Energia. Wagner Victer Com a produção da mina cearense, o Brasil tem a chance potencial de sair da 8ª posição para o 3º ou até o 2º lugar do ranking internacional em reservas. A INB busca a liberação de licenças ambientais do Ibama há praticamente 14 anos Urânio, um mineral crítico: a mina de Santa Quitéria Em função da nova geopolítica mundial e dos movimentos recentes do governo federal junto aos EUA, o Brasil teve, recentemente, como centro temático de debate, a importância da exploração inteligente das reservas nacionais de minerais críticos, associando-a a uma legítima estratégia de soberania e à busca da agregação de valor à produção das chamadas Terras Raras, como se esses elementos representassem uma descoberta geológica recente. Nas corretas teses de que o país não deve virar um mero centro de mineração, chegou-se até mesmo a aventar, de forma precipitada, a criação de uma nova estatal, a “TerraBrás”, independentemente de termos um arcabouço institucional recentemente desenvolvido para o setor mineral. Temos inclusive a Agência Nacional de Mineração (ANM), de cujas discussões iniciais - que contribuíram para a sua concepção - participei há cerca de 25 anos, quando ainda exercia o cargo de Secretário Estadual da área, ao lado do saudoso Ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho. Também houve a reformulação da antiga CPRM no Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a recente criação do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM). Mas, enquanto o tema das Terras Raras é amplamente discutido, observa-se a procrastinação da exploração de um dos principais minerais utilizados para a proFoto: Divulgação PSQ

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