92 Brasil Energia, nº 504, 30 de junho de 2026 transmissão A expansão acelerada das fontes renováveis no Brasil exige avanços estruturais na rede de transmissão para evitar desequilíbrios entre geração e capacidade de escoamento. A avaliação é da presidente-executiva da Abrate, Talita Porto. Em conversa com a Brasil Energia, ela frisou que o planejamento conduzido pela EPE, alinhado às diretrizes do MME, tem sido fundamental para viabilizar a expansão das renováveis, mas ainda enfrenta desafios relacionados ao ritmo diferente entre geração e transmissão. “O principal desafio está relacionado aos diferentes ciclos de implantação: enquanto empreendimentos de geração renovável podem entrar em operação em prazos mais curtos, projetos de transmissão exigem etapas mais longas de licenciamento, engenharia e construção”, diz. Talita destaca que os principais gargalos hoje se concentram no Nordeste e no Norte de Minas Gerais, regiões que lideram o crescimento da geração renovável no país. A necessidade, segundo ela, é ampliar a capacidade de transmissão em direção aos grandes centros consumidores do Sudeste e Centro-Oeste. “O planejamento setorial já identificou essas demandas, e os recentes leilões foram estruturados justamente para fortalecer esses corredores de transmissão”, explica. De acordo com ela, a ampliação da infraestrutura prevista nos próximos certames deve aumentar a flexibilidade operativa do SIN e contribuir para reduzir restrições ao escoamento da geração. O calendário da Aneel prevê ao menos dois movimentos relevantes este ano: a conclusão do Leilão de Transmissão nº 01/2026, dividido em duas sessões, e a realização do Leilão nº 04/2026. O primeiro, cuja previsão é para 3 de julho, reúne investimentos estimados entre R$ 5,1 bilhões e R$ 5,8 bilhões, com obras em 12 estados. Já o segundo prevê cerca de R$ 11,3 bilhões em investimentos e mais de 2 mil quilômetros de linhas de transmisConheça-nos 12GW 13 GW 1.408KM SE 126
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