Brasil Energia, nº 504, 30 de junho de 2026 93 são, com previsão para ser realizado em 30 de outubro. Novas cargas de grande porte Além da expansão da geração, o setor acompanha o avanço de novas cargas de grande porte, especialmente ligadas à instalação de data centers no país. Na avaliação de Talita, esse movimento reforça a necessidade de planejamento antecipado e coordenação entre os agentes setoriais. “A incorporação de novas cargas exige previsibilidade, sinalização adequada da demanda futura e integração entre os agentes setoriais. O planejamento antecipado permite dimensionar reforços e ampliações da rede com eficiência”, explicou. Nesse contexto, a presidente da Abrate acredita que estabilidade regulatória e segurança jurídica serão fatores decisivos para manter a atratividade do setor elétrico brasileiro para investidores de longo prazo. Por outro lado, os impactos da inadimplência nos contratos de uso do sistema, tema que vem mobilizando discussões no setor e preocupa as transmissoras. Segundo Talita, o problema aumenta custos operacionais e eleva a percepção de risco dos investimentos, com reflexos para as transmissoras e consumidores. A executiva enfatiza que o atual arcabouço regulatório possui instrumentos de mitigação de risco, mas defendeu acompanhamento contínuo desses mecanismos para preservar a estabilidade do ambiente de negócios. Talita também comentou o debate em torno das indenizações de ativos nas concessões vincendas de transmissão. Para a associação, a discussão deve ser conduzida com foco em segurança jurídica e respeito aos contratos. “Defendemos que esse debate deva ser conduzido com foco na segurança jurídica, na previsibilidade regulatória e no respeito aos contratos vigentes”. Novo governo Por fim, perguntada sobre o que a associação espera do novo governo após as eleições de outubro, a executiva apontou que a entidade defende a manutenção de um ambiente regulatório estável, previsível e transparente, com fortalecimento institucional dos órgãos setoriais e respeito aos contratos. “O setor elétrico demanda investimentos de longo prazo e, por isso, a segurança jurídica é essencial para assegurar a continuidade da expansão da infraestrutura energética brasileira”. Para ela, o alinhamento contínuo entre planejamento, regulação e expansão da infraestrutura é fundamental para evitar um descompasso entre expansão da geração e da transmissão. “A atuação coordenada entre EPE, MME, ANEEL, ONS e agentes do setor contribui para viabilizar investimentos, ampliar a capacidade da rede e garantir maior eficiência operativa ao sistema”, finaliza. n Quem é fonte nesta matéria TALITA PORTO, presidenteexecutiva da Abrate
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