10 Brasil Energia, nº 505, 31 de julho de 2026 As Lideranças Empresariais Lucas Pimentel, AbraPCH Na avaliação do executivo, como as contratações feitas em agosto passado foram no formado A-5, ou seja, para entrega a partir de janeiro de 2030, o prazo para início das obras ainda está relativamente confortável, mas o setor está pressionado pelos custos acima do esperado e trabalhando para que esse gargalo do financiamento seja superado logo, viabilizando o início das obras no próximo ano, antes que os cronogramas dos empreendedores fiquem apertados. Estoque de projetos e LRCAP: Além das obras outorgadas, iniciadas ou não, o segmento de PCHs tem nada menos do que 662 projetos, totalizando 17,3 MW, tramitando na Aneel. Desses, 16,4 MW são projetos com DRS-PCH, que é a aprovação pela agência do sumário executivo do projeto básico. É outro nó que precisa ser destravado, segundo Pimentel. É que a Lei 15.269, que introduziu profundas modificações no setor elétrico em novembro do ano passado, contemplou a área das PCHs com 4,9 GW de contratações compulsórias na modalidade reserva de capacidade (LRCAP), sendo 3 GW ainda este ano. É uma garantia de demanda para além dos 2 GW em leilões de energia nova previstos na Lei 14.182/2021, dos quais fazem parte os 815 MW contratados em agosto do ano passado, mas que têm poucas perspectivas futuras dada a sobrecontratação das distribuidoras. Ainda que o LRCAP/PCH possa ficar para 2027, como avalia Pimentel, dado o calendário regulatório apertado em ano eleitoral, as habilitações devem ocorrer ainda este ano e grande parte daqueles projetos com DRS-PCH pode caducar no dia 31/12 deste ano, por força das disposições previstas na Resolução Aneel 1.070/2023. O esforço da AbraPCH e seus pares é para que a agência prorrogue aquele vencimento, assegurando que haja projetos elegíveis à disputa em quantidade suficiente para absorver a totalidade dos 3 GW a serem ofertados. Baterias: Questionado sobre se a concorrência com as baterias, que têm o primeiro LRCAP previsto para dezembro deste ano, não representa um obstáculo para as PCHs na modalidade de reserva de capacidade, Pimental disse que as tecnologias de armazenamento são complementares e que há espaço para todos no esforço de garantir segurança energética. Reversíveis: O presidente da AbraPCH disse ainda que recebeu recentemente sinalização da EPE de que existem no país várias PCHs com potencial de receberem um reservatório superior para terem uma hidrelétrica reversível conjunta, outra forma de armazenamento para a qual o Brasil começa a despertar. O esforço agora, segundo ele, é mobilizar os associados da entidade a atentarem para a oportunidade. Assista a entrevista na íntegra aqui:
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