14 Brasil Energia, nº 505, 31 de julho de 2026 Osmani Pontes é economista, com MBA em mercados de derivativos, opções e futuros pelo Insper e em gestão de portfólios cambiais pela EPGE/FGV. Escreve mensalmente na Brasil Energia. Osmani Pontes A postura de maior interesse pela Petrobras chama a atenção por ocorrer em um momento de alta de preço do papel, ainda que carregado de volatilidade, e não de baixa, afastando a possibilidade de atuações de curto prazo O interesse de fundos estrangeiros no petróleo brasileiro No último dia 13 de julho, a Petrobras informou que a GQG Partners havia ajustado sua participação em ações ordinárias (ON) e ADR’s da companhia para 4,99% do total emitido, o que equivale a 185,87 milhões de ações. A atuação da gestora norte-americana foi uma redução da posição reportada em maio, quando informou à estatal que havia atingido 187,2 milhões de ações, o correspondente a 5,03% do total emitido. A sutileza confirma a intenção do fundo de investimentos de não ter cadeira no conselho de administração, prerrogativa dos acionistas que detém mais de 5% do total de ações em balanço. A informação foi tornada pública atendendo à determinação da CVM a respeito de flutuações em torno de 5% para garantir transparência e a simetria de informações, além de precaver o mercado sobre possíveis efeitos sobre os preços decorrentes de movimentos de grandes players. Por outro lado, sair da zona de notificação é um objetivo da gestora, já que ao não permanecer no alvo regulatório no âmbito das informações públicas, a GQG não fica sob escrutínio de suas decisões podendo orbitar em torno da zona que dá direito ao conselho, sem necessariamente expor suas movimentações em mercado. Isso leva ao ponto central a ser extraído da estratégia que é de estar Gerado com IA
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