26 Brasil Energia, nº 505, 31 de julho de 2026 Especial de Capa Negócios no Onshore A segunda bacia com mais blocos é a de Alagoas (27), seguida pela do Recôncavo (24), Espírito Santo (20), Tucano Sul (8), Parnaiba (7), Amazonas e Paraná (6 em cada), São Francisco (3) e Mucuri e Parecis (1 em cada). Em contraste, a Alvopetro, que planejou perfurar cinco poços em Caburé em 2025 e um em Murucututu em 2026, concluiu o plano de perfuração. No mais recente, o poço 183-D1, a companhia já relatou resultados: 47,7 metros de potencial de gás natural e 21,9 metros de net pay no Membro Caruaçu mais inferior (Sequência 6.1) da Formação Maracangalha, informaram o CEO, Corey Rutan, e o diretor geral, Frederico Oliveira, à Brasil Energia. Mesmo a companhia trabalhando em outras frentes além da exploração, e com foco no desenvolvimento das descobertas recentes, os executivos sublinharam que o plano é continuar explorando, com destaque para a perfuração do prospecto exploratório 183-C1 em 2027. Outra empresa que está em evidência na exploração é a Petrobras, com previsão de perfurar 100 poços na Bahia no quinquênio e 22 poços no campo de Urucu, na Bacia do Solimões. O primeiro poço do projeto na Bahia iniciou a perfuração em maio de 2025, enquanto o plano no Amazonas foi anunciado em março de 2026, ainda sem perspectiva de começar as atividades. A Petrobras não perfurava na Bahia desde 2019. Na região, a estatal produz 17 mil boe/d, por meio de 20 concessões e 2 mil poços terrestres, além da plataforma de Manati, na Bacia de Camamu. Em 2026, até o último mês levantado (janeiro), somente uma área teve declaração de comercialidade, a de Gaviãozinho pela Eneva na Bacia do Parnaíba. Em 2025, foram três declarações de comercialidade, em 2024 sete, mas o maior número de declarações ocorreu em 2010 (27). Ao comparar por ano e por bacia as descobertas notificadas, percebe-se que 2013 foi o último ano em que as notificações passaram de 10. Para a Brasil Energia, o superintendente da ANP constatou que, nos últimos anos, o baixo volume de atividade exploratória coloca em risco a apropriação de novas reservas. Foram 3 poços em 2024, 9 em 2025 e nenhum em 2026 até agora. “O ano de 2024 terminou com o maior número de blocos terrestres sob contrato (278) e em 2025, esse número se manteve bem próximo (267). Entretanto, os recordes registrados não têm resultado em estímulo para as atividades exploratórias”. Quem é fonte nesta matéria LUCAS MOTA DE LIMA, gerente-executivo da Abpip LUCIANO LOBO, superintendente de Exploração da ANP
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