e-revista Brasil Energia 505

Brasil Energia, nº 505, 31 de julho de 2026 39 A Transpetro montou o Centro Nacional de Controle e Logística (CNCL) para monitorar seus ativos em regime 24 x 365. A reportagem da Brasil Energia ouviu do gerente geral de Logística e Operação Integrada, Túlio Lourenço, que o centro comanda a operação, sua programação, logística, medição e qualidade. “Todos os conceitos principais da cadeia de valor da Transpetro, desde o pedido do cliente até a prestação do serviço – movimentação dutoviária, armazenamento de combustíveis, transporte da molécula – vão além da operação em si. A grande missão do transportador é prestar o serviço, mas também agregar valor e proteger a molécula”. Em julho, a Transpetro inaugurou uma torre para aumentar o controle das ações de logística. Funciona no mesmo regime ininterrupto do CNCL. Lourenço fez questão de destacar que o transporte dutoviário usado na Transpetro, comparado a outros modais, reduz “99,5%” a emissão dos gases de efeito estufa. “O duto é seguro para o meio ambiente e também para as pessoas e para os próprios ativos. À medida em que a gente protege esses ativos, estamos garantindo também a segurança energética do país”. No seu papel de monitoramento, o CNCL também é peça fundamental na prevenção de furtos em dutos. “É um enorme desafio que temos e combatemos com tecnologia e inteligência”. Em 2025, a Transpetro movimentou 685 milhões de m3 de produtos, com aumento de 3% para o transporte de derivados. Foi o quarto ano consecutivo de crescimento. Monitoramento nas Operadoras A Brava Energia também montou um centro de monitoramento de suas operações e em julho inaugurou o Centro de Operações Integradas (COI) do Polo Potiguar. O COI possui 17 drones, atende 56 sistemas padronizados, monitorando 7,1 mil poços, emprega 58 pessoas e funciona também no regime 24 x 7. Na Azevedo & Travassos Energia (ATE), o CEO Ivan Carvalho disse à Brasil Energia que enxerga bons resultados do monitoramento remoto na segurança operacional por diminuir “o risco de acidentes e de impactos negativos ao meio ambiente”, mas também é uma boa ferramenta na manutenção preventiva, otimizando custos no reparo dos equipamentos. A ATE primeiro usou o monitoramento remoto na perfuração de poços. Carvalho explicou que todos os parâmetros de perfuração e do acompanhamento geológico são obtidos na sonda de perfuração e compartilhados remotamente, em tempo real, com os líderes das equipes técnicas (geologia, perfuração, manutenção e diretoria operacional). “Essa facilidade traz enorme benefício para a segurança das operações de perfuração e permite rápidas decisões para redução de downtime da sonda e seu consequente custo”. Atualmente, nos processos de operação e manutenção da produção, a ATE está implantando o monitoramento remoto de parâmetros de bombeamento dos poços e controle da manutenção preventiva de equipamentos por meio de tablets disponibilizados para as equipes de campo. Para Carvalho, essas tecnologias são importantes para a eficiência operacio-

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