e-revista Brasil Energia 505

Brasil Energia, nº 504, 30 de junho de 2026 45 Em entrevista ao programa As Lideranças Empresariais, da Brasil Energia, o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Roberto Ardenghy, alertou que o Brasil corre o risco de deixar de ser exportador para se tornar importador de petróleo entre 2030 e 2035, caso não sejam descobertas novas reservas. O diagnóstico, segundo ele, baseia-se em estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e ganha urgência diante da ausência de perfuração de poços exploratórios registrada pela ANP no primeiro semestre deste ano. Para o dirigente, o país enfrenta uma combinação de fatores que afasta investimentos: processos de licenciamento excessivamente longos — caso da Margem Equatorial, onde a espera por autorização na Foz do Amazonas levou 11 anos —, alto risco geológico da atividade exploratória e concorrência internacional crescente por capital, com países como Guiana, Suriname, Argentina, Namíbia e Moçambique avançando em ritmo mais rápido. Ardenghy também criticou o imposto de exportação sobre o petróleo, que classificou como juridicamente inadequado, e defendeu maior participação do BNDES no financiamento de infraestrutura para o setor, incluindo projetos de refino, gasodutos e conteúdo local. Veja os principais destaques da entrevista: Exploração em queda: sem novas descobertas, o Brasil pode deixar de ser exportador e passar a importar petróleo entre 2030 e 2035, segundo estudo da EPE citado por Ardenghy. Licenciamento lento: o processo de autorização ambiental na Margem Equatorial levou 11 anos, enquanto países vizinhos como Guiana (800 mil barris/dia) e Suriname já avançam na produção. Government take elevado e imposto de exportação: o Brasil já destina cerIBP cobra previsibilidade regulatória e financiamento para o setor Presidente do instituto, Roberto Ardenghy, alerta para a queda na exploração, defende maior agilidade no licenciamento ambiental e lamentao recuo do BNDES no financiamento de projetos de óleo e gás | POR ROSELY MAXIMO |

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