Brasil Energia, nº 505, 31 de julho de 2026 67 O primeiro leilão de armazenamento de energia do Brasil, previsto para dezembro, deve marcar o início de um novo ciclo para o setor elétrico, mas sua consolidação dependerá da continuidade das contratações e do avanço da regulamentação. A avaliação é do diretor- -executivo da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae), Fábio Lima, que defende a realização de leilões anuais para garantir previsibilidade aos investidores, estimular a instalação de fabricantes no país e ampliar a competitividade do mercado. Em entrevista ao programa As Lideranças Empresariais, da Brasil Energia, Lima afirma que a necessidade de contratação de armazenamento evoluiu dos cerca de 2 GW inicialmente previstos para algo entre 4 GW e 6 GW, diante do crescimento da demanda por potência e da necessidade de aumentar a flexibilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN). Para ele, o armazenamento em baterias já é uma tecnologia consolidada internacionalmente e será fundamental para reduzir desperdícios de energia renovável, diminuir o despacho de térmicas nos horários de ponta e aumentar a segurança do sistema. O executivo também avalia que o primeiro leilão deve impulsionar a formação de uma cadeia produtiva nacional, atraindo fabricantes brasileiros e estrangeiros interessados em produzir equipamentos no país para atender um mercado com potencial estimado em 77 GW de armazenamento até 2035. Veja os principais destaques da entrevista: Leilões anuais para consolidar o mercado — A Absae defende que os leilões de capacidade com armazeAbsae defende medidas para consolidar o mercado de armazenamento Diretor-executivo da associação, Fábio Lima, afirma que o primeiro leilão de baterias inaugura um novo mercado no Brasil, defende contratações recorrentes para dar previsibilidade aos investimentos e estima demanda entre 4 GW e 6 GW de capacidade | POR ROSELY MAXIMO |
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