e-revista Brasil Energia 505

68 Brasil Energia, nº 505, 31 de julho de 2026 As Lideranças Empresariais Fábio Lima, Absae namento passem a ocorrer todos os anos, seguindo modelo semelhante ao dos leilões periódicos de transmissão. Segundo Fábio Lima, a previsibilidade reduz o custo de capital, aumenta a concorrência, incentiva fabricantes a investir no Brasil e evita ciclos de expansão e retração da cadeia produtiva. Demanda pode chegar a 6 GW — A estimativa da associação evoluiu significativamente desde as primeiras discussões do certame. Com base em estudos do ONS, da EPE e na potência que deixou de ser contratada no último LRCAP, a Absae avalia que o governo poderá contratar entre 4 GW e 6 GW de armazenamento, dependendo da estratégia adotada para cobrir o déficit de potência até 2030. Tecnologia já está madura — O dirigente rebate críticas sobre a vida útil das baterias e afirma que sistemas BESS já operam há anos em mercados como Austrália, Estados Unidos, Chile e Europa. Segundo ele, o número de ciclos previsto para o leilão brasileiro é plenamente compatível com contratos de 15 anos, cabendo ao empreendedor o risco de ter eventuais substituições de equipamentos ao longo da concessão. Armazenamento pode reduzir custos ao consumidor — Para a Absae, as baterias não apenas aumentam a segurança do sistema como também tendem a reduzir a tarifa de energia ao diminuir o despacho de usinas térmicas mais caras nos horários de ponta e aproveitar excedentes de geração renovável que hoje são desperdiçados em função do curtailment. Segurança jurídica será decisiva para atrair investimentos — Lima considera natural o acompanhamento do TCU ao primeiro leilão de armazenamento e afirma que a principal preocupação do setor é eliminar incertezas regulatórias. A associação pede esclarecimentos sobre regras de outorga, cadastramento dos projetos, compartilhamento de infraestrutura e critérios operacionais para que todos os investidores concorram em igualdade de condições. Mercado atrai fabricantes e fortalece indústria nacional — Segundo Lima, o primeiro leilão já mobiliza empresas brasileiras tradicionais do setor elétrico e de baterias, além de grandes fabricantes internacionais que anunciam ou estudam instalar fábricas no Brasil para atender à exigência de conteúdo local e ao crescimento esperado da demanda. Para a Absae, a previsibilidade de novos leilões será decisiva para consolidar essa cadeia produtiva e ampliar o conteúdo nacional dos sistemas de armazenamento. Assista a entrevista na íntegra aqui:

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