Brasil Energia, nº 505, 31 de julho de 2026 81 sas, como a Suzano e a Vale, contrato desfeito enquanto era concluída essa reportagem. A partir do Maranhão, a Eneva entrega GNL ainda para três cidades em Pernambuco e para Parauapebas, no Pará, onde tem como cliente a Virtu GNL. Galdino afirma que a Eneva planeja entrar em uma segunda cidade no Pará, embora não tenha entrado em detalhes, visto que o contrato ainda não está assinado. Na planta maranhense, que opera desde 2024, a capacidade também é de 1.000 m3/dia de GNL, com uma expansão de 500 m3/dia prevista para estar operacional no segundo semestre de 2027. A Eneva também escalou o projeto para alcançar um produto mais competitivo. “Quando desenvolvemos a usina no Maranhão, pensamos nessa questão do preço final. Então, investimos em uma capacidade um pouco maior do que tinha sido efetivamente contratado pelos nossos clientes âncoras na época. Isso proporcionou um preço bastante competitivo e a gente acabou vendendo o restante da capacidade instalada”, disse Galdino. Aumento na produção As perspectivas de aumento da produção de gás natural na região da Amazônia Legal, em especial no Amazonas, são bastante promissoras. O estado concentrou a segunda maior produção de gás natural do país em maio, com 13,4 Mm3 por dia, segunda a ANP. Em resposta à Brasil Energia, a Petrobras informou que, como parte dos planos para a ampliação de oferta de GN em Urucu, está iniciando neste ano uma campanha de perfuração de 22 novos poços até 2030, incluindo poços exploratórios. “A iniciativa busca manter a sustentabilidade operacional do ativo, compensar o declínio natural dos campos maduros e ampliar a disponibilidade de gás natural para atendimento ao mercado da Região Norte”, justificou a empresa na nota. Em entrevista à Brasil Energia em março, o gerente executivo de Terra e Águas Rasas da Petrobras, Stênio Galvão, informou também em entrevista à Brasil Energia que a Petrobras fornece atualmente 5 milhões de m3 de Urucu para Manaus e que, deste montante, há um excedente que deve ser aproveitado para comercializar entre pequenos consumidores com a Amazônica Energy. n Foto: Divulgação/Eneva Eneva já tem contratos off-grid atendidos com GNL produzido na planta de liquefação do Complexo Parnaíba, atualmente em expansão (MA)
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