e-revista Brasil Energia 505

80 Brasil Energia, nº 505, 31 de julho de 2026 série AMAZONAS & ENERGIA cidades próximas a Manaus, com foco no transporte rodoviário. A cabotagem entraria em jogo pensando na expansão de volume, que inclui os estados do Pará e Rondônia, via rio Madeira, e em direção a Rondônia. A empresa pretende utilizar balsas projetadas para calados reduzidos, mitigando o efeito de secas severas nos rios. Para além do Amazonas Desde que foi inaugurado o projeto integrado Azulão-Jaguatirica, o small scale ganhou relevância nos planos da Eneva. À época, o desafio era monetizar os recursos do campo, que tinha gás disponível, mas em uma reserva remota, sem indústrias ou termelétricas próximas para consumo local. Após vencer o leilão emergencial para o suprimento de energia elétrica em Roraima, em 2019, a empresa focou em desenvolver o projeto, incluindo a construção da UTE Jaguatirica II, suprida por GNL. “Era um projeto bem desafiador, porque a gente estava falando em desenvolver os campos de gás natural do Amazonas, implementar uma tecnologia estrangeira para poder liquefazer esse gás e transportar através de carretas até Roraima. O volume não era grande o suficiente para justificar um gasoduto entre os dois pontos, mas fazia sentido a gente fazer esse processo de liquefação do gás para poder carregar mais produtos da origem no Amazonas e gerar energia em Roraima, lá em Boa Vista”, contou Paulo Galdino, gerente-geral de desenvolvimento e soluções GNL da Eneva, em sua entrevista à Brasil Energia. Atualmente, a companhia produz cerca de 1.000 m3/dia de GNL para este projeto, o que equivale a aproximadamente 600 mil Nm3/dia de gás natural. A UTE Jaguatirica II, em Boa Vista, tem capacidade de 141 MW de geração e o suprimento de GNL, mesmo sendo por caminhões, não é apresentado como small scale pela empresa, mas sim o projeto de Santo Antonio dos Lopes (MA). Em relação ao diesel, Galdino acredita que o tamanho do mercado pode comportar as demandas de ambas as fontes de energia. No entanto, para o gerente-geral da Eneva, o GNL pode oferecer vantagens ambientais e de firmeza energética: “O GNL traz boas características para isso, porque você continua tendo a autonomia e a performance equivalente. Você tem os caminhões carregando a mesma quantidade de carga e as mesmas distâncias percorridas, sem precisar fazer novos abastecimentos. E ao mesmo tempo se consegue gastar ainda um pouco menos. É um “ótimo negócio. Emite-se menos CO2 e gasta-se menos. Então, você pode ter benefícios inclusive no preço do frete.” A companhia replicou este modelo de small scale interestadual em Santo Antônio dos Lopes, no Maranhão, que também integra a Amazônia Legal. Neste projeto, a Eneva também atende outras empreMARCELO ARAÚJO, CEO da Amazônica, PAULO GALDINO, gerente-geral de desenvolvimento e soluções GNL da Eneva Quem é fonte nesta matéria

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