Com renováveis em expansão, novas cargas e ativos sob pressão, modernizar a transmissão exige integrar dados de engenharia, operação e manutenção ao longo de todo o ciclo de vida. O setor elétrico brasileiro vive uma mudança importante de escala, porque o desafio já não está apenas em ampliar a oferta de energia, mas em fazer com que a rede consiga escoar, conectar, operar e proteger um sistema cada vez mais complexo. Em 2025, 20,6% da geração eólica e solar centralizada não pôde ser utilizada, ante 9,3% em 2024. Em junho de 2026, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) chegou a registrar restrição de 14.278 MW de geração renovável no Nordeste, volume equivalente à potência instalada de Itaipu. Ao mesmo tempo, novos projetos precisam ser construídos dentro de prazos apertados, enquanto a transmissão se prepara para cargas de grande porte e ativos existentes envelhecem. Nesse cenário, uma variável comum ganha relevância, ou seja, a qualidade e a continuidade da informação sobre a rede. É nesse ponto que a Octave estrutura sua abordagem, conectando dados de engenharia, construção, operação e proteção em uma mesma jornada digital. Mais energia, menos espaço para ineficiência O avanço da geração renovável tornou a capacidade de transmissão um fator cada vez mais estratégico. Além da expansão da infraestrutura, o setor precisa acelerar projetos capazes de reduzir restrições de escoamento. A lógica, para a Octave, é que ganhos obtidos ainda na engenharia podem ajudar a antecipar a entrada em operação de obras necessárias à expansão da rede — sem atribuir ao software a solução direta do curtailment. Nesse ciclo, soluções como Octave Facets e Octave InConcert são apresentadas como recursos para reduzir retrabalho e melhorar a gestão das informações de projeto. Resultados obtidos pela Octave dão conta de que a Facets proporciona redução de 30% nas horas de modelagem e economia de 50% no tempo de localização de documentação técnica. Com InConcert a economia de tempo pode chegar 20% na coleta e validação de dados. Construir no prazo e com margem A pressão aumenta quando se considera o ambiente competitivo dos leilões. O certame de transmissão realizado em março deste ano pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) registrou deságios médios superiores a 45%, com picos acima de 56%. Para empresas que assumem compromissos de longo prazo com receitas reguladas, eficiência de engenharia e execução passa a ser decisiva para preservar a viabilidade econômica dos projetos. É nessa frente que entram soluções como Octave Aspect, Octave Sequence e Octave Forte, entre outras tecnologias. Na Southern Nuclear, empresa com sede no estado do Alabama (EUA), uma avaliação identificou níveis de torção acima da tensão admissível decorrentes de erros de conversão de unidade. Segundo a empresa, a análise, concluída em menos de 23 dias, representou economia de US$ 4 milhões. A rede também precisa receber novas cargas Outro movimento altera rapidamente o planejamento, como quando da chegada de grandes consumidores eletrointensivos. Processos de conexão à Rede Básica relacionados a data centers e projetos de hidrogênio e amônia somam 54,2 GW até 2038, segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE 2035). No caso dos data centers, a Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE) projeta demanda de até 25 GW até 2035. Para responder a esse cenário, a engenharia precisa combinar velocidade com precisão na avaliação de margens, topologias e requisitos de conexão. A solução Octave NetWorks, por exemplo, trabalha com informações da rede e integração a sistemas corporativos, enquanto Forte, Facets, Aspect e InConcert podem participar de diferentes etapas do ciclo de um empreendimento. Quando o gargalo da transição energética passa a ser a rede
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