e-revista Brasil Energia 506

Do projeto ao ativo em operação O desafio não termina quando uma linha ou subestação entra em serviço. A confiabilidade passa a depender da capacidade de acompanhar a condição dos ativos, antecipar problemas e organizar intervenções. A Octave associa essa etapa à solução Attune, voltada à gestão baseada na condição dos equipamentos. Entre os resultados obtidos estão melhoria de 70% na utilização da mão de obra, aumento de 35% na disponibilidade dos ativos e redução de 10% na despesa anual de manutenção. A necessidade de uma abordagem desse tipo ganha importância em um sistema com participação crescente de fontes sem inércia síncrona e maior complexidade operacional. O ONS, por exemplo, acionou, em agosto de 2026, pela segunda vez no ano, o Plano de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição. Informação também protege a infraestrutura Há ainda desafios menos associados à geração e mais diretamente ligados à manutenção da infraestrutura. A gestão de faixas de servidão, vegetação e queimadas exige informações geoespaciais atualizadas e comprovação das inspeções. A ANEEL monitora atualmente 49.641 quilômetros de linhas de transmissão, e as transmissoras têm obrigações anuais relacionadas à vegetação nas faixas de servidão. Nesse campo, Octave GeoMedia reúne recursos de geoprocessamento, LiDAR e conexão com bases espaciais, que podem ser aplicados à gestão dessas informações. Outro risco é físico. Dados públicos da Light revelam 1.571 ocorrências de furto de cabos elétricos entre 2023 e 2025, com 435 quilômetros levados e prejuízo de R$ 45 milhões. Para esse desafio, a solução Octave Coda Spatial, baseado em vigilância 3D por LiDAR, tem uma aplicação comprovada em alta tensão. Outro exemplo é que na EG.D, do grupo alemão E.ON, subestações passaram a utilizar vigilância 3D integrada a um gêmeo digital. Uma única informação ao longo de décadas Mais do que reunir ferramentas para problemas específicos a proposta da Octave é conectar as etapas. O modelo digital desenvolvido durante o projeto pode alimentar o cadastrodo ativo e, posteriormente, apoiar manutenção, planejamento de equipes e proteção da instalação. A lógica é evitar que a mesma informação seja recriada a cada mudança de etapa. A experiência acumulada ajuda a dimensionar essa proposta. A Octave possui mais de 600 clientes no mundo. Para se ter uma ideia, na ATCO Electric, com sede no Canadá, o gerenciamento e operação alcança cerca de 88 mil quilômetros de linhas de transmissão e distribuição. Já no grupo E.ON, um gêmeo digital reúne 55 milhões de componentes, cobrindo um terço da rede local alemã. No Brasil, a Amazonas Energia é uma principal referência local, com cerca de um milhão de clientes, 107 localidades e cobertura equivalente a 18,3% do território nacional. É um case de distribuição, mas demonstra a operação da tecnologia sob o ambiente regulatório brasileiro. A transição energética, portanto, acrescenta camadas de complexidade à rede. Para enfrentá-las, a informação deixa de ser apenas documentação de apoio e passa a funcionar como um ativo que acompanha a infraestrutura durante sua vida útil - da concepção à construção, da operação à manutenção e à proteção. É essa continuidade do dado que está no centro da proposta da Octave. Saiba mais

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